Websérie que resgata história do público LGBTQIA+ estreia no Pajubá Festival, da Cia. Ir e Vir

A programação do Pajubá Festival continua nesta quinta-feira, dia 8 de abril, trazendo a estreia da websérie “Tião do Distrito”, que resgata a história do público LGBTQIA+ de São José do Rio Preto, interior de São Paulo. Por meio de uma série de entrevistas realizadas pelo jornalista e ator Harlen Felix, personalidades relevantes, clubes e festas, drag queens e comportamentos que marcaram as décadas de 1980, 1990 e 2000 permeiam os quatro capítulos da websérie.

A programação do Pajubá Festival, com início nesta quarta (7/4), é transmitida pelo canal do YouTube e Facebook da Cia. Ir e Vir, companhia teatral realizadora do evento. O festival segue até este domingo (11/4), com a proposta de fortalecer o trabalho artístico-cultural de pessoas LGBTQIA+, negras e indígenas.

Para o diretor, dramaturgo e ator da Cia. Ir e Vir, Tiago Mariusso, coordenador do Pajubá Festival, o nome da websérie faz referência a um dos lugares de socialização do público gay na atualidade, que, de certa forma, se constitui em um patrimônio imaterial da cultura LGBTQIA+ de São José do Rio Preto. “Nosso país não valoriza a memória, a história, e essa websérie é uma forma de não esquecer da nossa história em São José do Rio Preto, para que as novas gerações possam saber e entender como era ser LGBTQIA+ na cidade no passado”, comenta ele, que fez a produção das entrevistas.

Entre os entrevistados e entrevistadas de “Tião do Distrito” estão as transformistas Nally Picumã, Ladjayah Carey e Marcele Jardini; os DJs Fernando Aguilar e Rodrigo Mabel; o jornalista e produtor Fabio Takahashi; a profissional da saúde e militante trans Abigail Rosseline e o agente do terceiro setor Julio Caetano. A edição das imagens é de Guilherme Di Curzio.

Mais programação

A programação do Pajubá apresenta artistas da cena local e de outras localidades do Estado de São Paulo, com performances, shows musicais, produções audiovisuais e obras literárias que dialogam com a diversidade sexual e de gênero, além de ações formativas e mesas reflexivas a fim de contribuir para o combate a práticas discriminatórias.

As discussões são mediadas por Alexandre Felipe, psicólogo e membro do Núcleo da Diversidade Sexual e do Núcleo das Relações Étnico-Raciais do Conselho Regional de Psicologia (subsede de São José do Rio Preto), e Gaia do Brasil, artista plástica, maquiadora, professora de dança contemporânea e drag queen. Nesta quinta, o tema será “Lésbicas negras (re) existindo no movimento LGBTQIA+”, com a participação das convidadas Lila Santiago, atriz, arte-educadora, idealizadora do projeto Afrontosamente; Ana Paula Bonafe, musicista e psicóloga, e Jész Ipolito, graduanda em gênero e diversidade pela UFBA, idealizadora do blog Gorda e Sapatão.

O público também poderá conferir nesta quinta um bate-papo com o autor do texto teatral “Boneca Russa”, Marcelo Rosalem Oriani, de São Paulo, escrito para uma atriz trans e um ator trans; o espetáculo “Experiência XSINDZIVXS”, com o GAL – Grupo de Apoio à Loucura, e a performance que une dança contemporânea e artes visuais “Desabafo”, com Jailson Rodriguez.

Conceito

Conhecido como o dialeto LGBTQIA+, o pajubá (ou bajubá) tem origem na fusão de termos da língua portuguesa com termos extraídos dos grupos étnico-linguísticos nagô e ioruba, que chegaram ao Brasil com os africanos escravizados originários da África Ocidental e reproduzidos nas práticas de religiões afro-brasileiras.

O projeto do Pajubá Festival é realizado com recursos da Lei Aldir Blanc São José do Rio Preto, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo, Governo Federal.

SERVIÇO:

Pajubá Festival

Quando: de 7 a 11 de abril de 2021

Onde: canais da Cia. Ir e Vir no YouTube (https://bit.ly/397cvnY) e Facebook (https://bit.ly/3caBGI2)

Realização: Companhia Ir e Vir, com recursos da Lei Aldir Blanc São José do Rio Preto, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo, Governo Federal

Programação completa: Facebook: @cia.irevir | Instagram: @cia.irevir

Gratuito.

PAJUBÁ FESTIVAL – PROGRAMAÇÃO QUINTA-FEIRA, 8 DE ABRIL

Turmas 10h e 15h – WORKSHOP: “Criação de DIY Mochilas Jeans”, com André Basta (São José do Rio Preto/SP)

O empreendedor criativo André Basta ensina uma técnica nova para quem busca uma alternativa para aumentar os ganhos. Quem participar aprenderá a confeccionar uma mochila a partir de uma calça jeans usada.

Público-alvo: interessados a partir dos 10 anos (sob supervisão dos pais).

Materiais necessários: 1 calça jeans usada, zíper número 5 a medida de 80 cm, tesoura, forro à escolha

A atividade acontecerá pelo google meet e as inscrições estão encerradas

17h30 – DRAMA QUEER: Bate-papo com autor de “Boneca Russa”, Marcelo Rosalem Oriani (São Paulo/SP)

O crítico teatral Rodolfo Kfouri faz uma entrevista sobre o processo de escrita da peça teatral “Boneca Russa”, com o autor, Marcelo Oriani. A peça foi feita para uma atriz trans e um ator trans. O texto estará disponível para leitura no Facebook da Cia. Ir e Vir (@ciairevir) no dia do bate-papo.

19h – ENCONTRO VIRTUAL DE IDEIAS: “Lésbicas negras (re) existindo no movimento LGBTQIA+”

Para debater o tema em questão, o Pajubá Festival recebe Lila Santiago, atriz, arte-educadora, idealizadora do projeto Afrontosamente; Ana Paula Bonafe, musicista e psicóloga, e Jész Ipolito, graduanda em gênero e diversidade pela UFBA, idealizadora do blog Gorda e Sapatão. Algumas referências para essa conversa são o livro “Tornar-se negro”, de Neusa Santos Souza, e a obra da filósofa, escritora e ativista antirracismo Sueli Carneiro.

Mediação: Alexandre Felipe, psicólogo e membro do Núcleo da Diversidade Sexual e do Núcleo das Relações Étnico-Raciais do Conselho Regional de Psicologia (subsede de São José do Rio Preto), e Gaia do Brasil, artista plástica, maquiadora, professora de dança contemporânea e drag queen.

21h – MOSTRA POP: Espetáculo “Experiência XSINDZIVXS”, com GAL – Grupo de Apoio à Loucura (São José Rio Preto/SP)

XSINDZIVXS: vem de INDIZÍVEL, As Indizíveis.1 O que não pode ser dito. 2 Que ou quem foi anulado/excluído por não condizer com a normalidade. 3 Não pronunciável, não apresentável, impróprio, inapropriado, censurado. 4 Aquele que diz o que não pode ser dito. Faz o que não pode ser feito. É aquilo que dizem para não ser.

Cinco personagens são deixadas em um hospital psiquiátrico e por meio de seus depoimentos relatam suas vidas, a partir dos conceitos de loucura impostos pela sociedade.

Ficha técnica: Christina Martins, Diego Neves, Suria Amanda, Cassio Henrique e Daniel Bongiovani (elenco criador); Murilo Gussi (direção e iluminação); Diego Neves (coreografia); Magia Negra, Diego Neves e Lucca Lourenço (trilha sonora); Clayton Nascimento (orientações artísticas através do Programa Qualificação em Artes e preparação de elenco); Jandilson Vieira (orientações artísticas através do Programa Qualificação em Artes e dramaturgismo); Maju Pereira (design gráfico); Daniel Bongiovani (edição de vídeo). Produção: GAL. Classificação indicativa: 14 anos.

22h – PERFORMANCES ARTIVISTAS: Desabafo, com Jailson Rodriguez (São José do Rio Preto/SP)

Uma performance de dança contemporânea e arte visual. Voz, corpo, dança, vídeo, arte de um artista gay e preto. Um monólogo dançante em forma de protesto.

Ficha técnica: Jailson Rodriguez (concepção); Jailson Rodriguez (intérprete/criador); Carolina Campos (consultoria artística); Michael Rodrigues (Vídeo e Projeção); Anderson Ayusso (Maquiagem). Música: “Bixa Preta”, Linn Da Quebrada, e colagem musical de diversos compositores.

23h – WEBSÉRIE: Tião do Distrito – Episódio 1: Realce, quanto mais purpurina melhor! (São José do Rio Preto/SP)

Websérie de quatro episódios que reúne histórias, lugares e pessoas que fazem parte da história da comunidade LGBTQIA+ de São José do Rio Preto. O primeiro capítulo é dedicado a arte da drag queen, com personagens que brilharam nos clubes e festas gays rio-pretenses nos anos 1990 e 2000. Participação de Nally Picumã, Ladjayah Carey e Marcele Jardini.

Ficha técnica: Harlen Felix (roteiro e entrevistas); Guilherme Di Curzio (edição) e Tiago Mariusso (produção).

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