Viagem Literária traz contação de histórias para Catanduva

Duas apresentações gratuitas cujo intuito é prioritariamente o incentivo à leitura. Esse é o presente que Catanduva ganhará nesta sexta-feira, dia 14, do programa Viagem Literária, realizado pelo SisEB (Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de São Paulo), órgão vinculado à Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. A atividade tem apoio da Prefeitura de Catanduva, por meio da Secretaria de Cultura.

As apresentações da Cia Pé do Ouvido, às 9 e 14 horas, terão foco na contação e serão encenadas na Biblioteca Municipal. “Contos de Mistério” narra três histórias populares africanas e brasileiras e coloca os espectadores diante de grandes desafios. A companhia é formada pelas atrizes e contadoras Débora Sperl e Lilia Nemes. A entrada é gratuita.

Para a seleção foram utilizados critérios técnicos de avaliação, como a análise de desempenho na edição anterior, comprometimento com as contrapartidas do programa e participação em outras atividades realizadas pelo SisEB.

Ao todo, 138 cidades manifestaram interesse. Do total de selecionadas, 39 participaram do programa em 2017 e outras 31 ingressaram ou retornaram neste ano. Desta forma, de acordo com o SisEB, é possível renovar o grupo de municípios para alcançar novos públicos. Catanduva, em seu Centenário, está entre as 70 cidades paulistas escolhidas para sediar a atividade.

“O programa é uma política pública consagrada há mais de uma década pela Secretaria de Estado. Protagoniza as bibliotecas, incentiva a mediação da leitura e a propagação da literatura brasileira”, comenta a secretária de Cultura, Cris Anovazzi.

Sinopse

Contos de Mistério traz três histórias: “A romãzeira”, inspirada no folclore marroquino, “A madrasta Memeia”, do Brasil, e “O chefe serpente”, do oeste da África. Em “A Romãzeira”, o pequeno Aamir enfrenta, com astúcia e paciência, uma criatura sinistra que sequestra seus amigos.

Em “A Madrasta Memeia”, duas meninas sofrem com a perversidade da madrasta, atravessando uma jornada de quase morte, renascimento e reencontro com o pai. Enquanto isso, em “O Chefe Serpente”, uma mulher muito pobre promete sua jovem filha a uma serpente em troca de uma cesta de frutos.

Os três contos, embora diferentes entre si, tem semelhanças marcantes: em todos, crianças ou jovens são colocados diante de desafios, desencadeados por figuras amedrontadoras; a natureza e, especificamente, as árvores, têm papel importante; um clima de suspense e tensão permeia as narrativas, combinado a momentos de leveza instaurados pelo comportamento alegre, lúdico ou inocente das crianças.

A apresentação termina com brincadeira: o público é convidado a criar gargalhadas maléficas e a inventar jeitos divertidos de representar um “colapso”, palavra que aparece em uma das histórias.

Fonte: Assessoria/Prefeitura