Todos podemos ser heróis

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Todos nós temos personagens históricos esculpidos em nossas mentes, modelos de pessoas a serem lembradas, respeitadas e sempre associadas a fatos e datas comemorativas, não importando a época, se recente ou não.

Estamos falando daqueles que povoaram o passado de todas as cidades do mundo, mas hoje particularmente de Catanduva.

Apesar dessas figuras pioneiras povoarem nossa imaginação, na verdade, não sabemos como eles eram; sua estatura, sua fisionomia, seus hábitos e mesmo em alguns casos, seus afazeres.

Como teria sido o Sr. Minguta? Tinha mulher? Filhos? Quais eram suas idéias e seus ideais? Quais eram seus sentimentos, temores, ambições e principalmente qual a sua visão do futuro? Na realidade, grande parte dos catanduvenses associa apenas a figura deste nosso ancestral àquela estátua na Avenida José Nelson Machado…

No passado de Catanduva há inúmeros pró-homens que, em seu tempo eram pessoas comuns, lutadoras e preocupadas com o seu ganha-pão, da mesma forma que nos preocupamos hoje em dia. Tinham em comum o amor pela sua cidade e um grande orgulho, com certeza, em poder contribuir com o seu crescimento e engrandecimento. Fizeram de suas profissões, de sua arte, de suas atividades uma alavanca que impulsionou o progresso e melhorou a qualidade de vida de Catanduva e de seus habitantes.

Todavia esses homens que fazem parte do nosso passado histórico e da vida de Catanduva são considerados hoje o que nunca pensaram ser: figuras públicas agigantadas pela nossa imaginação. E com razão; antigamente foram peças importantes no cotidiano de nossa cidade e deram sua contribuição, de uma forma ou de outra, para o seu desenvolvimento.

Não é necessário citar nomes, pois com certeza cometeríamos injustiça pela não inclusão de uma enormidade de pessoas, homens e mulheres de nossa história local. Em todas as associações que brilhantemente cultuam os primeiros imigrantes encontramos esses cidadãos ilust

res, caso da Sociedade Ítalo-Brasileira, da Espanhola, da Nipo- Brasileira e também das famílias árabes, libanesas, alemãs e outras tantas que aqui começaram com seus avós. Podemos reviver as memórias do passado guardado nas suas fotos, lembranças e fatos.

Embora reverenciemos o passado, não podemos perder o foco no futuro e os pés no presente, visto que os tempos são outros, mas nossa hora é agora e devemos fazer a parte que nos cabe, avivando a consciência social e trabalhando em favor do bem comum da nossa querida Catanduva.

De nada adianta fazermos comparações, pois cada cidade é única e expressa a mentalidade daqueles que nela habitam. Nosso coletivo é próprio de nossa gente e a mentalidade aqui existente reflete nossos atos presentes, mas também misturam-se aos dos nossos heróis, dos nossos antepassados.

Não precisamos ser personalidades públicas para sermos importantes no desenvolvimento de nossa cidade, nem realizarmos feitos heróicos para sermos lembrados.

Sejamos apenas nós mesmos e talvez com nossas ações, nossos atos, enfim, com o exercício cotidiano de nossa cidadania, possamos cumprir a parte que nos cabe e quem sabe um dia no futuro poderemos ser lembrados como personalidades do passado.

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