Prefeitura zera fila de espera após mutirão de catarata

A Prefeitura de Catanduva, por meio da Secretaria de Saúde, atendeu 230 pacientes em um mutirão de catarata. As cirurgias foram realizadas ao longo de 45 dias, entre novembro e dezembro deste ano. O atendimento especial conseguiu chegar a pessoas que aguardavam há mais de um ano na fila.

Os procedimentos foram viabilizados por meio de contrato firmado entre a administração municipal e os dois prestadores de serviço oftalmológicos. Ambos já fazem atendimentos dessa especialidade para o município, porém os recursos injetados eram insuficientes para atender toda a demanda.

As operações foram custeadas com recurso extra para essa finalidade, vindo do Ministério da Saúde. O trâmite segue normas da Portaria nº 2.895, de 12 de setembro de 2018, em atendimento à estratégia de ampliação do acesso aos procedimentos cirúrgicos eletivos no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

“Todos os esforços foram utilizados para promover o acesso dos pacientes à cirurgia”, diz Ronaldo Carlos Gonçalves Júnior, secretário municipal de Saúde.

Depois do mutirão, a estimativa é de que a fila de espera dos prestadores do município tenha zerado. “A demanda para esse tipo de procedimento era grande e antiga. Agora, vamos administrar os novos casos”, explica.

Os dois prestadores de serviços oftalmológicos realizam, em média, 30 cirurgias de catarata mensalmente, pelo contrato sob gestão da Prefeitura.

Por outro lado, há pacientes que estão sob os cuidados do Governo do Estado e que também aguardam por cirurgia no Ambulatório Médico de Especialidades (AME) e no Hospital Emílio Carlos. Nesses casos, os encaminhamentos seguem o fluxo convencional para os procedimentos cirúrgicos.

O que é

A catarata causa opacidade na região do olho chamada de cristalino. De acordo com a Sociedade Brasileira de Oftalmologia, essa lesão ocular é a principal causa de cegueira evitável ou curável no Brasil e na América Latina. Ela afeta principalmente pessoas com mais de 60 anos, mas é curável cirurgicamente.

Dados do IBGE apontam para mais de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual no Brasil. Conforme a Organização Mundial de Saúde, 80% dos casos seriam evitáveis se houvesse mais ações efetivas de prevenção ou tratamento.

Fonte: Divulgação/Instituto dos Olhos de Catanduva

Fonte: Assessoria/Prefeitura