Para não desagradar Bolsonaro, tenor teve nome vetado em festa

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Jair Bolsonaro (PSL) participou na última terça-feira (6) de seu primeiro evento oficial como presidente eleito.

No Congresso Nacional, o deputado foi a um evento em comemoração aos 30 anos da promulgação da Constituição.

Acomodado na mesa dos trabalhos ao lado dos presidentes dos três poderes – Michel Temer (Executivo), Dias Toffoli (Judiciário) e Eunício Oliveira (Legislativo) discursou brevemente e afirmou que “na democracia só um norte, é o da nossa Constituição”.

No entanto, foi um detalhe inusitado que chamou a atenção: o nome do tenor que cantou o hino nacional na abertura da festividade era Jean William. Com medo de que Bolsonaro ligasse o nome do artista ao do deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), desafeto do capitão da reserva, organizadores decidiram chamá-lo apenas por Jean Silva.

À coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, Jean William Silva disse não saber por que não foi anunciado pelo nome que é conhecido. “Não recebi nenhuma informação, não sei dizer”, afirma.

A assessoria de imprensa do Senado afirmou que a secretaria-geral da mesa “optou pela praxe de usar o primeiro e o último nomes de autoridades e convidados”.

Jean Wyllys e Bolsonaro são antigos desafetos. Em 2015, durante o processo de votação do impeachment de Dilma Rousseff na Câmara, Wyllys cuspiu em Bolsonaro. À época, ele alegou que o fez porque foi insultado pelo capitão da reserva.

Recentemente, Jean disse que cuspiria de novo em Bolsonaro, se necessário.