Mostra Cênica Resistências ocupa múltiplas plataformas em oito dias de programação gratuita

Começa nesta sexta, 23 de abril, e segue até dia 30, a MCR – Mostra Cênica Resistências, trazendo um panorama do poder de reinvenção de artistas e coletivos em tempos de distanciamento social imposto pela pandemia. Primeira edição totalmente virtual do evento realizado desde 2014 pela Cia. Cênica, de São José do Rio Preto (SP), a MCR 2021 tem programação gratuita e conta com seis módulos, reunindo diversas linguagens artísticas em apresentações e intervenções online, uma ampla programação de ações formativas e reflexivas e também uma feira de economia feminista, criativa e solidária. Marcam presença 10 Estados brasileiros: Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, São Paulo e Sergipe.

A abertura, no dia 23, às 20h, será com a peça 12 Pessoas com Raiva, do Pandêmica Coletivo Temporário de Criação, agrupamento de 14 artistas de diversas partes do país criado durante a pandemia, com direção do ator e diretor cearense Juracy de Oliveira, apresentada dentro do módulo Conexão Cênica, transmitida via Zoom.

Livre adaptação do filme 12 Homens e uma sentença (1957), a obra conecta artistas distantes geograficamente, simulando um júri que é convocado a se apresentar online, por contra da pandemia da covid-19, e deve chegar a um veredito unânime sobre um assassinato envolvendo pai e filho. A situação poderia ser resolvida rapidamente, não fosse uma mulher que, sem estar convencida sobre a culpa do garoto, vota por inocente. A partir daí, o público acompanha conflitos e personagens típicos da atual sociedade brasileira.

Outro destaque da programação do dia da abertura é o show da rapper trans Monna Brutal, de Guarulhos, atração principal do módulo Cabaré da MADRE, espaço dedicado a apresentações musicais, performances e outras atividades que buscam promover a reflexão em torno da diversidade, seja ela de gênero, orientação sexual, raça ou condição física. Envolvida desde muito cedo no hip hop, Monna Brutal tornou-se referência na cena independente, destacando-se pela facilidade de construir rimas. Suas músicas são carregadas de mensagens sobre empoderamento e autoestima. Atualmente, ela divulga o álbum “2.0.2.1” (Lado A).

Parcerias

Neste ano, a MCR é realizada pela Cia. Cênica em parceria com quatro coletivos artísticos rio-pretenses, cada um deles, responsável pela produção e curadoria de um módulo: Agrupamento Núcleo 2, Coletivo Primavera nos Dentes, GAL (Grupo de Apoio à Loucura) e Pretas PalaBRas. Em sua quarta edição, a Mostra Cênica Resistências se consolida como um importante espaço de democratização do acesso à cultura e de reflexão sobre a arte como instrumento de resistência. No ambiente digital, além da plataforma Zoom, a Mostra ocupa os diferentes canais dos coletivos realizadores: Instagram, Facebook e YouTube.

Sobre os módulos

Com curadoria da Cia. Cênica, o módulo Conexão Cênica traz nove trabalhos – entre espetáculos, experimentos e performances – de nove Estados (BA, CE, MA, MG, PE, RN, RJ, SP e SE). Nele, o público poderá acompanhar outros trabalhos que promovem o diálogo entre o corpo cênico e o mundo digital, aspecto que, segundo Fabiano Amigucci, um dos curadores do Conexão Cênica, norteou o trabalho da comissão de seleção. É o caso de Inimigos – Espetáculo Game, do COATO Coletivo, de Salvador (BA), peça de teatro em formato de game, para ser baixada no celular, e Tudo Que Coube Numa VHS, do Grupo Magiluth, de Recife (PE), experimento intimista que acontece em diferentes plataformas digitais como WhatsApp e Instagram.

Outro destaque do Conexão Cênica é Pornoshow O Armário Normando, produção do Núcleo do Olho, de São Paulo, criado pela atriz, diretora e dramaturgista Janaina Leite em colaboração com André Medeiros Martins, Lara Duarte e Mateus Capelo, em que o público é convidado a transitar livremente em salas virtuais por 10 performances pornográficas e interativas.

O Conexão Cênica realiza também a ação Olhares Conexos, em que a artista, curadora e pesquisadora teatral Fabiana Monsalú faz a apreciação crítica, em lives de curta duração, das produções selecionadas via edital para integrarem esse módulo. O edital, lançado em março, recebeu 226 inscrições vindas de 18 Estados (AM, BA, CE, ES, MA, MG, MS, PA, PE, PB, PR, RJ, RN, RO, RS, SC, SE e SP) e do Distrito Federal.

Já no Cabaré da MADRE, artistas do grupo que produz o módulo, o GAL, recebem uma série de convidados e convidadas. Além de Monna Brutal, a cantora, compositora, poetisa e rapper Bixarte, de João Pessoa (PB), o duo Vina Jaguatirica e Fredda Amorim (Ouro Preto-MG), além de nomes da cena queer rio-pretense compõem a programação.

No módulo Pretas PalaBRas, o coletivo poético Pretas PalaBRas também traz convidados e convidadas, buscando, sobretudo, evidenciar a literatura negra brasileira e latino-americana. É o caso da escritora e historiadora Dandara Suburbana (Camila Rocha), autora do livro O Sabá do Sertão, sobre sua pesquisa a respeito de mulheres processadas por bruxaria e feitiçaria no Brasil, e que na programação participa do Sarau Erótico Acordei Gostosa.

Produzida pelo Coletivo Primavera nos Dentes, a Feira das Rosas de Economia Feminista, Criativa e Solidária ocupará o Instagram do mesmo com um Bazar Criativo, apresentando serviços e produtos de 14 mulheres empreendedoras. Sua programação será marcada ainda por ações formativas ligadas à economia criativa, como o workshop Gestão cultural – Perspectivas feministas para economias em redes, com a produtora cultural Cassiane Tomilhero. Durante dois encontros, o workshop apresentará modelos de gestão de projetos e coletivos culturais, a partir de uma perspectiva feminista, colaborativa e criativa.

O módulo INSTAntes WinMostra, por sua vez, tem produção do Agrupamento Núcleo 2 e vai ocupar o Instagram com intervenções criadas para o ambiente virtual ao longo da MCR. Uma delas é a Sabatina Online, em que cinco artistas convidados (Ailton Rodrigo, Alexandre Melinsky, Beta Cunha, Cássio Inácio e Fabiana Pezzotti) participam de um jogo documental de tabuleiro projetado para o Reels.

Webinários

A série de webinários da MCR traz discussões sobre temas pertinentes à produção artística em tempos pandêmicos. Convidados participam de conversas sobre Economia Criativa, Poesia Negra, LGBTQI+, Artes Integradas e Produção Teatral em Contexto Digital, temáticas abordadas ao longo dos oito dias da mostra. As conversas serão pelo Zoom e contam com tradução em Libras. Participam nomes como Janaína Leite, com o webinário Teatro, Virtualidade e Pornografia, e Renata Carvalho, atriz, diretora, dramaturga e transpóloga, do solo O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu, com uma conversa sobre Censura e Representatividade.

Ingressos e inscrições

Para as produções do módulo Conexão Cênica e Webinários, é preciso fazer a retirada do ingresso pelo Sympla. A maioria das atrações tem lugares limitados. Também no Sympla estão abertas as inscrições para o workshop Gestão Cultural – Perspectivas feministas para economias em redes (módulo Feira da Rosas), com 50 vagas destinadas a mulheres artistas, produtoras, estudantes de arte e cultura. Para as demais atividades da programação, não há necessidade de retirada de ingresso ou inscrição.

Sobre a Mostra

Projeto de difusão artístico-cultural criado pela Cia. Cênica, coletivo teatral fundado em 2017, a Mostra Cênica foi realizada pela primeira vez em março de 2014 com a apresentação dos cinco espetáculos que até então compunham o repertório do grupo. A segunda edição, em 2017, e a terceira, em 2019, ocuparam vários espaços de São José do Rio Preto, oferecendo gratuitamente apresentações em múltiplas linguagens artísticas, ações formativas e um bar cultural. A partir da segunda edição, diante da conjuntura sócio-política brasileira, a Cia. Cênica elegeu “resistências” como o tema mobilizador da mostra.

A realização da edição 2021 da Mostra Cênica Resistências conta com recursos do Edital ProAC Expresso Lei Aldir Blanc nº 40/2020 – “Produção e Realização de Festival de Cultura de Economia Criativa com Apresentação Online”, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, via Lei Federal Aldir Blanc, de auxílio ao setor cultural.

SERVIÇO:

Mostra Cênica Resistências

De 23 a 30 de abril de 2021

Realização: Cia. Cênica, em parceria com Agrupamento Núcleo 2, GAL – Grupo de Apoio à Loucura, Pretas PalaBRas e Coletivo Primavera nos Dentes, através do ProAC Expresso Lei Aldir Blanc

Gratuito

Programação completa: ciacenica.com.br/sit/mostraresistencias2021

Ingressos e inscrições: www.sympla.com.br/produtor/mostracenicaresistencias

A programação será transmitida por diferentes mídias, a depender da atividade: Zoom, YouTube, Facebook e Instagram da Cia. Cênica, Agrupamento Núcleo 2, Coletivo Primavera nos Dentes, GAL – Grupo de Apoio à Loucura e Pretas PalaBRas.

PROGRAMAÇÃO:

MÓDULO CONEXÃO CÊNICA

Espetáculo 12 Pessoas com Raiva | Pandêmica Coletivo Temporário de Criação (Fortaleza/CE, Natal/RN, Rio de Janeiro/RJ e São José do Rio Preto/SP)

23/4. 20h. Zoom. 80 minutos. 14 anos. Retirada de ingresso gratuito pelo Sympla. 100 lugares.

A obra concebida durante a pandemia simula um júri que é convocado a se apresentar online e deve chegar a um veredito unânime sobre um assassinato envolvendo pai e filho. Tal situação poderia ser resolvida rapidamente, não fosse a presença de uma mulher que, não estando totalmente convencida sobre a culpa do garoto, vota por inocente. A partir daí, acompanhamos de perto conflitos e personagens típicos da atual sociedade brasileira.

Ficha técnica: Livre Adaptação de “12 Angry Men” de Reginald Rose | Idealização, Adaptação e Direção Geral: Juracy de Oliveira | Direção de Arte e Figurino: Luiza Fardin | Elenco: Enio Cavalcante, Gabrielly Arcas, Giovanna Araújo, Higor Campagnaro/José Henrique Ligabue, Leandro Vieira, Leonardo Netto/Gilson de Barros, Mariana Queiroz, Maurício Lima, Múcia Teixeira, Nely Coelho, Ralph Duccini e Tatiana Henrique | Realização: Pandêmica Coletivo Temporário de Criação.

Olhares Conexos, com Fabiana Monsalú

24, 26, 27, 28 e 29/4 às 13h30, e 30/4 às 13h30 e 21h30. Instagram: Cia. Cênica (@ciacenica).

A artista, curadora e pesquisadora teatral Fabiana Monsalú faz, em lives de curta duração no Instagram, a apreciação crítica de um dos espetáculos selecionados, na seguinte ordem: “12 Pessoas com Raiva”, “Onde você estava quando eu acordei? Um atentado virtual”, “Birita Procura-se”, “Tudo Que Coube Numa VHS”, “Lança Cabocla | Aparição”, “Amâncio” e “A Casatória C’a Defunta”.

Experimento Pornoshow O Armário Normando | Núcleo do Olho (São Paulo/SP)

24/4. 23h. Zoom. 120 minutos. 18 anos. Retirada de ingresso gratuito pelo Sympla. 150 lugares.

O público é convidado a transitar livremente em salas virtuais por 10 performances pornográficas e interativas. Criado por Janaina Leite, em colaboração com André Medeiros Martins, Lara Duarte e Mateus Capelo, Pornoshow O Armário Normando é parte do projeto Ensaios Escopofílicos para uma “História do Olho”. Desenvolvidas no contexto da pandemia, inteiramente virtuais e audiovisuais, essas ações se debruçam sobre a “escopofilia”, ou o lugar do “olho” na fruição erótica. Nos pornoshows, partindo da orgia descrita no capítulo “O armário Normando”, do livro “A História do Olho”, de Georges Bataille, e se utilizando da estrutura da plataforma zoom, 10 performers são convidados a explorar seus armários pornográficos.

Ficha técnica: Concepção: Janaina Leite | Cocriação: André Medeiros Martins, Lara Duarte e Mateus Capelo | Participação especial: Anita Saltiel | Direção de produção: Carla Estefan.

Espetáculo “Onde Você Estava Quando Eu Acordei?” Um Atentado Virtual | Avessa Grupa (Boituva/SP, São Paulo/SP, Aracaju/SE, Juiz de Fora/MG)

25/4. 20h. Zoom. 55 minutos. 10 anos. Retirada de ingresso gratuito pelo Sympla. 100 lugares.

Investigando os limites das linguagens teatro, cinema e performance em meio à ocupação das redes sociais, o espetáculo apresentado ao vivo marca o reencontro em cena, após 15 anos, das atrizes Diane Veloso, artista sergipana, e Giuliana Maria, mineira e criada em Sergipe, dirigidas pela maranhense Flávia Teixeira. A montagem se constrói entre a realidade do momento de cada atriz (em quarentena) e a ficção das personagens, como uma espécie de documento em várias camadas. Vera e Sara se reencontram após 15 anos. Numa narrativa atemporal e descontínua, os sonhos são portas que abrem pistas do que as levou até ali. O que elas têm em comum? O desejo de romper com o que as aprisiona. Elas terão coragem?

Ficha técnica: Direção: Flávia Teixeira | Atrizes: Diane Veloso e Giuliana Maria | Dramaturgia: Sidnei Cruz | Direção Musical: Alex Sant’Anna e Diane Veloso | Design Gráfico: Rafaella Simbol | Técnica em Audiovisual: Luana Nogueira.

Experimento Tudo Que Coube Numa VHS | Grupo Magiluth (Recife/PE)

26 e 27/4. 18h às 23h. Várias plataformas. Sessões individuais com 30 minutos. 16 anos. Retirada de ingresso gratuito pelo Sympla. 80 lugares.

O público é conduzido por um percurso em que se torna cúmplice das memórias de um personagem, cristalizadas em torno das recordações sobre um relacionamento. A ação é acompanhada via web, por meio de uma série de plataformas virtuais de comunicação e entretenimento, numa experiência individual que transporta a uma nova esfera as relações de proximidade entre ator e espectador, recorrentes na obra do Grupo Magiluth.

Ficha técnica: Criação: Grupo Magiluth | Direção: Giordano Castro | Assistência de Direção e Vídeo: Juliana Piesco | Dramaturgia: Giordano Castro | Performers: Bruno Parmera, Erivaldo Oliveira, Giordano Castro, Lucas Torres, Mário Sergio Cabral e Pedro Wagner | Design De Som: Kiko Santana | Produção: Amanda Dias Leite | Foto: Levy Mota.

Espetáculo Birita Procura-se | A Casa das Lagartixas (São José dos Campos/SP)

26/4. 20h. YouTube: Coletivo Primavera nos Dentes. 50 minutos. 12 anos. Acessível em Libras e Audiodescrição. Retirada de ingresso gratuito pelo Sympla. Lugares ilimitados.

Birita é uma palhaça (d)eficiente que para (sobre)viver e pagar as contas, parte em busca de um emprego e desafia (seus) limites para exercer alguma função importante em sociedade. Assim como qualquer mortal, tem uma sonhada meta, mas será que ela está preparada para lidar com as frustrações que encontrara em seu caminho? Birita tem limitações reais ou impostas pela sociedade?O trabalho surgiu do desejo de expor e potencializar, através da palhaçaria, a deficiência e as “limitações” que ela traz. Ariadne Antico, a palhaça Birita, tem um tipo paralisia cerebral e mergulhou na pesquisa de seu próprio corpo, a fim de entender o “tempo cômico” e a comicidade nesse corpo que é tão político e considerado anormal.

Ficha técnica: Palhaça: Ariadne Antico | Direção: Esio Magalhães | Criação e operação de luz: Renato de Sousa Junior | Narração em off: Diogo Cábuli | Vozes em off convidadas: Victor Dantas e Vi Zedek | Figurino: Buke Warner | Filmagem: Marcos Yoshi e Yghor Boy | Libras: Glaucio Camargo | Audiodescrição: Estela Lapponi | Consultor de Audiodescrição: Edgard Jacques | Foto: Renato Oliveira.

Inimigos – Espetáculo Game | COATO Coletivo (Salvador/BA)

27 a 30/4. Vários horários. Aplicativo (apenas sistema Android). 40 a 60 minutos. 14 anos. Legendas opcionais. Retirada de ingresso gratuito pelo Sympla. Lugares ilimitados.

Inspirada na obra “Um Inimigo do Povo” (1882), do dramaturgo Henrik Ibsen, a produção tem no ineditismo da junção entre artes cênicas, gamificação e o mundo do audiovisual um de seus atributos. O espetáculo, a ser baixado virtualmente, é produzido em parceria com o Grupo de Desenvolvimento de Jogos da UFRJ (GDP). Em clima de suspense, o jogador-expectador assume a identidade de uma das personagens e trilha um caminho em um cenário aberto repleto de questões, atualizadas ao contexto nacional, a serem solucionadas.

Ficha técnica: Texto original: Henrik Ibsen | Realização: COATO Coletivo | Direção e Adaptação: Marcus Lobo e Mirian Fonseca | Roteiro: Márcio Ventura | Procedimentos telemática para as cenas em tempo real: Danilo Lima | Grupo De Desenvolvimento De Jogos – GDP | Elenco-Personagens Jogáveis (NPC): Mirela Gonzalez-Empresária | Natielly Santos-Médica | Victor Sampaio-Repórter | Genário Neto-Prefeito | Elenco-Personagens Não Jogáveis (NP): Amanda Cervilho-Professora | Matheus Nasca-Ruralista | Foto: Márcio Ventura | Arte: Mário Oliveira.

Performance Lança Cabocla | Aparição – Projeto Lança Cabocla/Tieta Macau (Fortaleza/CE, São Luís/MA)

28/4. 20h. Zoom. 40 a 50 minutos. 14 anos. Retirada de ingresso gratuito pelo Sympla. 100 lugares.

Projeto de criação em dança proposto pelas artistas Tieta Macau, Juliana Rizzo (Abeju), Elton Panamby e Wellington Gadelha, com tutoria de Inaê Moreira, com parte de sua trajetória desenvolvida no Laboratório de Dança da Escola Porto Iracema das Artes (Ceará), na edição 2020/2021. Um processo que busca criar em comum acordo com outras cosmologias e “seres interessantes que têm uma perspectiva sobre a existência”. Pesquisar um dançar aparição com as plantas de proteção, aliada às danças de caboclo, dançar uma defesa preparada para um ataque. Aparição dançante multimídia que em travessias constroem corpos que assentam em vida-morte-vida. Entre o escuro e o invisível, encontra macumbarias dançantes sonoras, maiores que o feitiço da pólvora e das políticas de morte.

Ficha técnica: Performers-criadores: Tieta Macau e Abeju – Juliana Rizzo | CyberOgan: Elton Panamby | Tutoria: Inaê Moreira | Foto: Te Pinheiro.

Espetáculo Amâncio | Cia Trilha de Teatro (Santos/SP)

29/4. 20h. Zoom. 45 minutos. 14 anos. Retirada de ingresso gratuito pelo Sympla. 100 lugares.

Uma foto de família desgastada pelo tempo dispara na personagem memórias sobre relações familiares. Tudo transcorre como num capítulo de uma novela que está sendo transmitida ao vivo. Produzida exclusivamente para o ambiente digital, a obra surgiu a partir da experiência de vida do dramaturgo e ator Ronaldo Fernandes. A trajetória de descoberta de sua negritude, os processos de apagamento de sua origem nordestina e as violências impostas contra sua família pela orientação sexual de seu tio Amâncio, personagem principal e elemento disparador dessa peça.

Ficha técnica: Atuação e Dramaturgia: Ronaldo Fernandes | Direção e Produção: Marcus Di Bello | Produção: Felippe Alves | Sonoplastia: Pri Calazans | Figurino: Paola Caruso | Design: Betinho Neto | Fragmentos Textuais: Gustavo Lara

Provocadora Artística: Maria Amélia Farah | Foto: Marcus Di Bello

Espetáculo A Casatória C’a Defunta | Cia. Pão Doce de Teatro (Mossoró/ RN)

30/4. 20h. Zoom. 50 minutos. Livre. Retirada de ingresso gratuito pelo Sympla. 100 lugares.

Em sua versão online, A Casatória C’a Defunta traz as peripécias de quem já partiu desta vida para uma melhor e dos que ainda respiram por esses ares. Cinco atores gravados em self tape contam a história do medroso Afrânio, que está prestes a casar-se com a romântica Maria Flor, mas acidentalmente casa-se com a fantasmagórica Moça de Branco, que o conduz para o submundo. Lá, o jovem fará valorosos amigos e aprenderá uma grande lição, porém, está disposto a não desistir do seu amor verdadeiro, mesmo que isso lhe custe a própria vida.

Ficha técnica: Direção: Marcos Leonardo | Elenco: Mônica Danuta, Paulo Lima, Raull Araújo, Lígia Kiss e Romero Oliveira | Dramaturgia e Trilha: Romero Oliveira | Direção Técnica: Edson Saraiva | Captação e Edição em versão gravada (em Isolamento): Ribeiro Produções | Cenografia e Figurino: Marcos Leonardo | Máscaras e Maquiagem: Cia. Pão Doce De Teatro | Boneco: Romero Oliveira e Edgley Almeida | Produção: Paulo Lima | Foto: Mickaelly Moreira.

WEBINÁRIOS

Teatro, Virtualidade e Pornografia, com Janaina Leite (São Paulo/SP)

25/4. 11h. Zoom. 120 minutos. 18 anos. Tradução em Libras. Gratuito. Inscrições abertas pelo Sympla. Vagas limitadas.

Neste encontro, Janaina Leite falará sobre o projeto “Ensaios Escopofílicos para uma História do Olho”, que envolve o trabalho “Pornoshows – O Armário Normando”, criado por ela, em colaboração com André Medeiros Martins, Lara Duarte e Mateus Capelo, e que poderá ser visto na programação da MCR. O projeto toma por mote o livro “História do olho” de Georges Bataille, para uma investigação sobre a história do olhar em sua dimensão escopofílica, num encontro entre teatro e pornografia.

Janaina Leite é atriz, diretora e dramaturgista, cofundadora do premiado Grupo XIX de Teatro. Atualmente, desenvolve seu doutorado em artes cênicas na Escola de Comunicação e Artes (ECA/USP). Em 2008, deu início à sua pesquisa sobre o documentário e o uso de material autobiográfico em cena, resultando em diversos espetáculos e no livro “Autoescrituras performativas: do diário à cena” (Editora Perspectiva). Concebeu, entre outros trabalhos, o espetáculo “Stabat Mater”, ganhador do Prêmio Shell de Teatro 2020, na categoria dramaturgia.

Planejamento Financeiro, com Gabriela Mendes Chaves – NoFront (São Paulo/SP)

26/4. 10h. Zoom. 120 minutos. Livre. Tradução em Libras. Inscrições abertas pelo Sympla. Vagas limitadas.

A atividade busca conduzir os participantes na construção de um planejamento econômico de curto, médio e longo prazo, a partir da metodologia desenvolvida pela NoFront que articula cultura e economia. Foi elaborado para pessoas que procuram ferramentas para melhorar a saúde de suas finanças pessoais.

Gabriela Mendes Chaves é economista formada pela PUC-SP, mestre em Economia Política Mundial na UFABC, com cinco anos de experiência no mercado Financeiro e Pesquisadora do Nepafro (Núcleo de Estudos Afro-Americanos).

Teatro e Audiovisual: da Cena à Imagem, com Fernando Timba (São Paulo-SP)

27/4. 10h. Zoom. 120 minutos. Livre. Tradução em Libras. Gratuito. Inscrições abertas pelo Sympla. Vagas limitadas.

O artista multimídia promove um bate-papo com o público fazendo um passeio pela fusão de linguagens dentro do processo de criação no teatro, como o espetáculo “Lazarus”, de Felipe Hirsch e sua experiência no cinema e nas artes visuais.

Fernando Timba é artista multimídia, trabalha e vive na cidade de São Paulo, onde desenvolve direção de arte para cinema, videocenários para óperas e espetáculos de teatro e dança. Ministra oficinas sobre imagem em movimento, com foco em vídeo experimental e videomapping. Entre seus trabalhos estão os espetáculos “Puzzle” e “Lazarus”, de Felipe Hirsch; imagens para a turnê “Zii e Zee”, de Caetano Veloso, o longa-metragem “Cidade Pássaro”, de Matias Mariani (Primo Filmes, 2020); a série “Feras”, de Teo Poppovic, Maria Farkas e Lia Kulakauskas (MTV – Primo Filmes, 2018); o curta-metragem “Sem Asas”, de Renata Martins (Mahin, 2019), e “A Felicidade Delas”, de Carol Rodrigues (Manjericão, 2019).

A Poesia Preta e sua Multiplicidade, com Pieta Poeta (Belo Horizonte/MG)

28/4. 10h. Zoom. 120 minutos. Livre. Tradução em Libras. Gratuito. Inscrições abertas pelo Sympla. Vagas limitadas.

Uma das consequências da diáspora negra foi a fundamentação de um fazer poético multiforme e multidisciplinar. Os diversos formatos da poesia negra estão não só relacionados com a história do negro no mundo, mas contam essa história. Neste webnário, o objetivo é conversar e analisar o fazer poético negro contemporâneo, resgatar suas influências, falar de sua origem histórica, uma forma de reverenciar a memória, pensar na cena da arte negra, identificar armadilhas coloniais.

Pieta Poeta é escritor, professor, artista cênico, e músico de Belo Horizonte (MG), campeão mundial de poesia falada. Publicou, pela editora Venas Abiertas, dois livros autorais e duas antologias. Também tem vários zines publicados de forma independente. É biólogo por formação e começou a participar de slams em 2016.

Censura e Representatividade, com Renata Carvalho (São Paulo/SP)

29/4. 10h. Zoom. 120 minutos. Livre. Tradução em Libras. Gratuito. Inscrições abertas pelo Sympla. Vagas limitadas.

A artista de “O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu”, alvo de cinco ações de censura no Brasil, conversa sobre pontos fundamentais que o tema do encontro envolve, como representatividade e arte; a prática do transfake; transfobia estrutural e recreativa; censura e os corpos trans/travestis; arte LGBTQI; estereótipos, arquétipos e narrativas viciadas comumente usadas sobre pessoas trans/travestis nas artes e ética, e interseccionalidades.

Renata Carvalho é atriz, diretora, dramaturga e transpóloga. Graduanda em Ciências Sociais. Fundadora do Monart (Movimento Nacional de Artistas Trans), do Manifesto Representatividade Trans e do Coletivo T. Atualmente, está́ em cartaz com: “O evangelho segundo Jesus, Rainha do céu” (que já sofreu cinco censuras no Brasil); “Domínio Público” e “Manifesto Transpofágico”.

Conexões Liminares, com Fabiana Monsalú (São Paulo/SP)

30/4. 10h. Zoom. 120 minutos. Livre. Tradução em Libras. Gratuito. Inscrições abertas pelo Sympla. Vagas limitadas.

O encontro pretende ampliar as discussões sobre os rumos das pesquisas, criações e produções realizadas em artes cênicas no Brasil. A partir de olhares poéticos, lançaremos luz sob as experiências cênicas realizadas nas diferentes plataformas digitais e as inúmeras possibilidades de percepção e diálogo entre as obras e os espectadores.

Fabiana Monsalú é atriz, performer, diretora, curadora e pesquisadora, doutoranda em Estudos Teatrais e Performativos (Universidade de Coimbra) e Mestre em Artes Cênicas (USP). Integra a CompanhiaDaNãoFicção desde 2007 e é criadora do Método TCH no Brasil. Autora do Livro “O Corpo Híbrido do Ator: do treinamento à organicidade para outras possibilidades da cena” (Editora Giostri). Pesquisa as liminaridades no teatro performativo, o corpo híbrido no campo e a Arte Relacional no Brasil.

MÓDULO CABARÉ DA MADRE

Cabaré da MADRE e +

23/4. 22h. YouTube: Cia Cênica. 60 minutos. Tradução em Libras. Não é necessário retirar ingresso. 16 anos.

Espaço dentro da Mostra dedicado a apresentações musicais, performances e outras atividades que buscam promover a reflexão em torno da diversidade, seja ela de gênero, orientação sexual, raça ou condição física. Na noite Cabaré da MADRE e +, a programação começa com show do trio Psicorange (Sávio D’Agostino, Andressa Maria e Murilo Gussi) e duo Magia Negra (Diego Neves e Lucca Lourenço), ambos de São José do Rio Preto. A atração principal é o show de Monna Brutal (Guarulhos/SP), artista que, envolvida desde muito cedo no hip hop, se tornou uma referência na cena independente, com músicas carregadas de mensagem, flow único e muito rap, se destacando também pela facilidade com freestyles. Atualmente, divulga o álbum “2.0.2.1” (Lado A).

Que afeto te afeta?

24/4. 22h. YouTube: Cia Cênica. 60 minutos. Não é necessário retirar ingresso. 16 anos.

Programação começa com apresentação do trio Psicorange e Christina Martins, seguida de performance com Wilma Drag (São José do Rio Preto), responsável pela montação de convidado/a surpresa. Por fim, tem performance “Lacre”, com Grupo Mono (São José do Rio Preto).

Consideramos justa toda forma de amor?

25/4. 22h. YouTube: Cia Cênica. 60 minutos. Não é necessário retirar ingresso. 16 anos.

Nesta noite, a programação conta com show do trio Psicorange e da drag queen Gaia do Brasil (São José do Rio Preto), depois tem performance com Lana Profunda, que assina a montação de convidado/a surpresa, e pocket show musical com Muriel e Jarmison Cunha (São José do Rio Preto).

Ser e não ser, qual a questão? Ser gay é opção?

26/4. 22h. YouTube: Coletivo Primavera nos Dentes. 60 minutos. Não é necessário retirar ingresso. 16 anos.

A noite tem XSINDZIVXS, a pocket choque, com GAL – Grupo de Apoio à Loucura (São José do Rio Preto); performance com a artista transformista Nally Picumã (São José do Rio Preto), autora da montação de convidado/a surpresa, e show Itinerante, com Duo Itinerante (São José do Rio Preto), composto por Cairo Francisco e Gael Camillo.

Interrogação define orientação?

27/4. 22h. YouTube: Agrupamento Núcleo 2. 60 minutos. Não é necessário retirar ingresso. 16 anos.

Abrindo a programação, cena curta Maybe dessa vez, com GAL – Grupo de Apoio à Loucura. Na sequência, tem performance de Rachel Shineyder (São José do Rio Preto), responsável pela montação de convidado/a surpresa. Fechando a noite, performance Montação, com Manxs (Rio Claro/SP), grupo de Arte Drag Queen que atua com performances musicais sob a influência do rock, como ferramenta para o empoderamento e entretenimento da comunidade LGBT.

Quem tem medo da mana queer?

28/4. 22h. YouTube: Pretas PalaBRas. 60 minutos. Não é necessário retirar ingresso. 16 anos.

Abrindo a noite, Saragal, sarau virtual com GAL (São José do Rio Preto). Performance com drag queen Margoth Killer (São José do Rio Preto), autora da montação de convidado/a surpresa, e performance “Invulgar”, com Uriel Canile, Azulla e Christina Martins (São José do Rio Preto).

Com quantas letras se faz uma revolução?

29/4. 22h. YouTube: GAL – Grupo de Apoio à Loucura. 60 minutos. Não é necessário retirar ingresso. 16 anos.

Abrindo a noite, apresentação do trio Psicorange (Sâo José do Rio Preto). Performance com Gaia do Brasil, que produz a montação de convidado/a surpresa. Ato manifesto “Confessionário Transvestigenere”, com Paola Guchardo (São José do Rio Preto), fecha a programação.

A noite da Diversidade

30/4. 22h. YouTube: Cia. Cênica. 60 minutos. Não é necessário retirar ingresso. 16 anos.

A noite será aberta pela cantora, compositora, poetisa e rapper Bixarte, de João Pessoa, bicampeã do slam estadual da Paraíba, finalista do Slam Brasil e ganhadora do Festival de Música da Paraíba. Ela canta e recita sobre o que vive e também sobre a urgência de se falar a respeito de corpos invisibilizados. Depois, tem a performance “Tarô Dissidente”, com Coletivo Dissidente. Fechando a noite, Vina Jaguatirica e Fredda Amorim, de Ouro Preto (MG), se apresentam em “Showme”, inspiradas nas festas de nossas vidas de bixas, travestis, mulheres e outras corporeidades oprimidas no espaço público (neste caso, no espaço virtual). Com influência da carnavalidade brasileira e do tropicalismo, as “TravestiBixas” tocam e dançam nesse setvisual. A mixagem é da polissonora Dj Lana Showme e a captação de vídeo, de Gustavo Maia.

MÓDULO PRETAS PALABRAS

Sarau Erótico Acordei Gostosa | Pretas PalaBRas e Dandara Suburbana (São José do Rio Preto/SP e Rio de Janeiro/RJ)

24/4. 20h. Facebook: Cia. Cênica. 90 minutos. 18 anos.

Com elevada umidade relativa dos vãos e versos, o sarau Acordei Gostosa vem desfilar gozo, prazer e irreverência. Para nós, tesão é afeto, e como bem diz a convidada especial Dandara Suburbana (mulher preta, de Xangô, gorda, militante antirracismo, escritora e historiadora), “a gente não separa as coisas como o ocidente branco”. Está tudo junto e misturado, sexo também é dengo, putaria tem afeto e tudo se (con)funde. Gozemos!

Contação de história Contos Negros: Memórias de África | Rosangela Ribeiro (São José do Rio Preto/SP)

25/4. 18h. Facebook: Cia. Cênica. 20 minutos. Livre.

Contação de história de protagonismo negro, trazendo a sabedoria, a cultura, toda representatividade e os ricos ensinamentos de nossos ancestrais de África. As histórias nos são sagradas e contá-las nos faz perpetuar nossas raízes que jamais devem ser apagadas.

Performance Céu da Palavra: onde se encontram Stela e Carolina | Anna Magalhães (São José do Rio Preto/SP)

26/4. 12h e 18h. Facebook: Coletivo Primavera nos Dentes. Duas partes de 15 minutos cada. Livre.

Performance poética baseada nas obras e vidas das poetas negras Stela do Patrocínio e Carolina Maria de Jesus. A performance audiovisual é dividida em dois atos que ligam a realidade extrema de Carolina com a “loucura” de Stela em um limbo de ideias comuns e corporeidades poéticas. A escrita e a voz são o único caminho para essas duas almas sensíveis e lúcidas, assassinadas todos os dias pela desumanização, mas que acabam por encontrar na palavra o seu paraíso.

Performance Farto | Mayara Ísis (São José do Rio Preto/SP)

27/4. 12h e 18h. Facebook: Agrupamento Núcleo2. Duas partes de 15 minutos cada. 16 anos.

far·to

adj

1 Que existe ou pode ser encontrado em grande quantidade; abundante, copioso.

2 Que está cheio; repleto, atulhado.

3 Com o corpo forte, sadio, bem nutrido; gordo, corpulento.

Reverberando dentro a poeta transborda em uma performance audiovisual suas memórias afeto e partilha com o público cartas endereçadas a amores que foram embora, mas dela não partiram. Enunciando poesias ao tempo, ela molha o corpo de quem assiste com dengo, saudade, desejo, afeto, luto, despedida, tesão, memórias, vida…

Videopoema Costuras | Pretas PalaBRas (São José do Rio Preto/SP)

28/4. 18h. Facebook: Pretas PalaBRas. 30 minutos. Livre.

Lançamento do videopoema que versa os caminhos do coletivo poético Pretas PalaBRas. Por meio das narrativas de vida e arte das integrantes Anna Magalhães, Mayara Ísis e Janys, vão se costurando linhas históricas de mulheres negras da diáspora, reverberando vozes e memórias latino-americanas em um encontro que se transforma em luta e fazer artístico. Após apresentação do videopoema, o coletivo fará breve bate-papo sobre como se construíram as vidas das mulheres negras diaspóricas.

Sonoridades Afrolatinas | Janys e Pedro Bandera

29/4. 12h e 18h. Facebook: GAL – Grupo de Apoio à Loucura. Duas partes de 15 minutos cada. Livre.

América Latina se fez do pranto, da luta e da resistência, mas também da música. Sonoridades Afrolatinas chega para estabelecer pontes e diálogos de (re)existências neste continente atravessado pelos cantos negros, pelos tambores e pela ancestralidade. Ecoando em um toque singular e plural ao mesmo tempo.

Janys é cubana, formada em Letras, Mestre em Estudos Hispânicos e Doutora em Estudos Linguísticos. Faz parte do coletivo poético Pretas PalaBRas e dos grupos de maracatu Baque Mulher-BH, Bombos de Iroko e Estrela de Aruanda. Traz na sua poesia a multiplicidade de lugares que a atravessam e a sonoridade do Caribe. Pedro Bandera é cubano e reside no Brasil há 17 anos. É músico, produtor artístico e articulador cultural. É Licenciado em Educação Musical e tem Especialização em Percussão Cubana e Afro Cubana. É sócio fundador da Difusora Cultural Havana6463, focada na divulgação e no Intercâmbio Cultural Brasil–Cuba–Latino-América. Percussionista do Grupo Alafia e Diretor de Batanga & Cia.

Sarau Pretas PalaBRas | Pretas PalaBRas

30/4. 18h. Facebook: Cia. Cênica. 60 minutos. 14 anos. Acessibilidade em Libras.

O Sarau Pretas PalaBRas já é uma tradicional atividade poética do coletivo Pretas PalaBRas, que propaga a poesia preta, o protagonismo da mulher negra e as discussões político-sociais. Além de trazer apresentações das três integrantes, Anna Magalhães, Mayara Ísis e Janys, de suas poesias autorais, são recitados outros poemas de autoras negras da América Latina, além de serem convidades para breves apresentações as pessoas que se inscreverem no momento do sarau.

MÓDULO FEIRA DAS ROSAS

Bazar Criativo

24 a 30/4. A partir das 9h (vários horários). Instagram: @coletivoprimaveranosdentes

Exposição e divulgação de produtos e serviços oferecidos por empreendedoras autônomas.

Oficina Conserva – Pimenteira, com DiCasa Cris e Jaque

25/4. 15h. YouTube: Cia. Cênica. Não é necessário fazer inscrição.

Com sabor picante e versátil, presente no prato nosso de cada dia, a pimenta pode oferecer muitas alternativas para compor a renda familiar. Pimenta em conserva, geleia e molho de pimenta são algumas das receitas que serão compartilhadas. Com música e muita prosa, a oficina irá abranger desde os seus diferentes modos de preparo até a embalagem que chega à mesa do consumidor.

Oficina O poder do instagram para divulgação da sua marca no mundo, com Maísa Râmia e Luisa Aidar (Agência Selvatika Criativa)

26/4. 15h. YouTube: Coletivo Primavera nos Dentes. Acessibilidade em Libras. Não é necessário fazer inscrição.

O poder do Instagram está a um clique de nossas mãos. Mas como podemos nos empoderar para que de fato o perfil da nossa marca tenha consistência, destaque e relevância? Serão apresentados os princípios básicos para a criação do branding da marca: a diferença entre ter um negócio X e uma marca; portfólio de produtos; criação de conta no Instagram, uma boa bio e destaques dos stories, entre outras ferramentas do aplicativo; linha editorial e planejamento de conteúdo.

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