Luvo Manyonga vai de viciado em metanfetaminas a campeão do mundo de salto em distância

Redação Esportes,Yahoo Esportes 

Luvo Manyonga comemora a medalha de ouro no Mundial de Atletismo-2017. Foto: AFP
Quem olha para o sul-africano Luvo Manyonga hoje, aos 26 anos, campeão do salto em distância no Mundial de Atletismo, não imagina que ele foi viciado em drogas há pouco tempo.

O atleta cresceu em Mbekweni, um bairro pobre da cidade de Paarl, no sudoeste da África do Sul. Seu pai, John, era caminhoneiro e ficou por longos períodos longe de Luvo, que foi criado por sua mãe, Joyce, empregada doméstica.

Apesar do esforço da mãe, reconhecido pelo filho, ele acabou se viciando em tik, um cristal de metanfetamina muito usado pelos jovens daquele local. Ele chegou a ser preso quando era menor de idade. Com ajuda de um treinador local, Mario Smith, ele entrou no atletismo e conseguiu uma bolsa na Universidade de Stellenbosch, na Cidade do Cabo.

Campeão do mundo júnior com 19 anos, ele estreou com 20 no Mundial de Daegu-2011. Em 2012, no entanto, pela primeira vez o tik, seu vício de adolescente, apareceu em um teste antidoping de sua universidade e ele acabou suspenso por 18 meses, ficando fora das Olimpíadas de Londres-2012.

Luvo Manyonga vai de viciado em metanfetaminas a campeão do mundo de salto em distância
Redação Esportes,Yahoo Esportes 2 horas 2 minutos atrás
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Luvo Manyonga comemora a medalha de ouro no Mundial de Atletismo-2017. Foto: AFP
Quem olha para o sul-africano Luvo Manyonga hoje, aos 26 anos, campeão do salto em distância no Mundial de Atletismo, não imagina que ele foi viciado em drogas há pouco tempo.

O atleta cresceu em Mbekweni, um bairro pobre da cidade de Paarl, no sudoeste da África do Sul. Seu pai, John, era caminhoneiro e ficou por longos períodos longe de Luvo, que foi criado por sua mãe, Joyce, empregada doméstica.

Apesar do esforço da mãe, reconhecido pelo filho, ele acabou se viciando em tik, um cristal de metanfetamina muito usado pelos jovens daquele local. Ele chegou a ser preso quando era menor de idade. Com ajuda de um treinador local, Mario Smith, ele entrou no atletismo e conseguiu uma bolsa na Universidade de Stellenbosch, na Cidade do Cabo.

Campeão do mundo júnior com 19 anos, ele estreou com 20 no Mundial de Daegu-2011. Em 2012, no entanto, pela primeira vez o tik, seu vício de adolescente, apareceu em um teste antidoping de sua universidade e ele acabou suspenso por 18 meses, ficando fora das Olimpíadas de Londres-2012.

Neste momento, ele ‘fugiu’ do seu bairro e de sua antiga vida. “O mal chegava de madrugada, a paranoia que criava a droga. Olhava para as pessoas ao redor e pensava que podiam saber que um dia eu tinha sido um grande atleta. Aí poderiam me sequestrar ou me matar”, revelou.

No entanto, em 2014, abalado com a notícia da morte do seu treinador de sempre, Mario Smith, ele não apareceu no funeral e acabou tendo uma recaída no tik com seus antigos amigos de bairro. Foi neste momento que um novo treinador apareceu na sua vida: John McGrath.

Depois de vê-lo se perder novamente, o irlandês McGrath lhe deu um choque de realidade: “Com 30 anos, você pode estar em cima de um pódio ou dentro de um caixão”. A mensagem teve um efeito bom em Luvo Manyonga, que se recuperou.

Prata nos Jogos Olímpicos do Rio, o sul-africano conseguiu seu primeiro título mundial em Londres. “Sempre sonhava que poderia voltar a saltar”, revelou. Com a ajuda de McGrath, hoje ele mudou de ares e treina na Universidade e Pretoria. Novos tempos. Tempos de campeão.