História do selo

 

por Carlos Roberto Favarão

À Inglaterra se deve a notável invenção e glória de ter sido, em 1840, a precursora da utilização do selo na correspondência, inaugurando uma nova fase no campo das comunicações.

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À Inglaterra se deve a notável invenção e glória de ter sido, em 1840, a precursora da utilização do selo na correspondência, inaugurando uma nova fase no campo das comunicações.

No decorrer do século XIX o serviço postal inglês funcionava sob o controle do governo. O sistema de trabalho em vigor estabelecia a cobrança da taxa de correspondência feita ao destinatário e de acordo com a distância a ser percorrida.

Como cabia ao destinatário arcar com todas as despesas, era comum a recusa das cartas ao despacho, acarretando grandes prejuízos ao Correio. Isto porque, em algumas ocasiões, o remetente transmitia em código, sobre o envelope, as notícias contidas nas missivas e, assim, ao recebê-las, o destinatário tomava conhecimento do conteúdo sem precisar abri-las. Simplesmente deixava de pagar a taxa estipulada, devolvendo a carta como se a recusasse.

Para solucionar o problema, um parlamentar inglês, Sir Rowland Hill, propôs ao Parlamento a reforma no sistema de Correios, que consistia em três pontos principais:

• Pagamento antecipado – obrigatório das despesas de transporte da correspondência (o remetente compraria um selo, que seria colocado no envelope e sobre o qual seria aplicado um carimbo, pelos Correios, comprovando o pagamento e registrando o local e a data em que a correspondência era postada);
• Uniformidade de taxa;
• Redução do preço do porte – calculado pelo peso.

Surge, então, o selo postal, criado como uma das fórmulas do pagamento prévio da tarifa postal da reforma de Rowland Hill, num momento em que a Revolução Industrial marcava o início de um novo processo que viria alterar profundamente os ideais do homem de então. O selo postal colocado no envelope era como um recibo de pagamento da remessa, sobre o qual o Correio carimbava o local e a data, de modo a não permitir que o selo fosse usado mais de uma vez.

Em 06 de maio de 1840 foi lançado o primeiro selo postal do mundo, no valor de um penny, que reproduzia a efígie da rainha Vitória sobre fundo negro. Essa emissão é conhecida como Penny Black.

Junto com o “Penny Black” foi também emitido um selo de 2 pences, de cor azul, sem que tenha, no entanto, gozado da mesma notoriedade do seu companheiro de emissão.

Os primeiros selos a circularem no mundo foram impressos em forma rudimentar e numa só cor, ou seja, monocromáticos, e nem mesmo a identificação do país emissor constava.

O selo postal adesivo modificou hábitos seculares de formas de pagamento, barateou o preço das cartas, agilizou as entregas postais, incrementou a alfabetização, diminuiu as filas nas agências postais, consolidou as caixas de coleta, viabilizou as caixas postais, multiplicou os serviços oferecidos aos usuários, forçou a criação de uma união geral de correios – União Postal Universal – e propiciou o surgimento de um novo colecionismo: a Filatelia.

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