Governo volta atrás e diz que não vai aumentar impostos

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Depois de sugerir o aumento dos impostos para compensar a perda do governo com os descontos no diesel, o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, voltou atrás e disse que “em nenhum momento” o governo trabalha com a possibilidade de aumentar impostos. “O mecanismo que o governo adotará será a redução de incentivos fiscais para compensar a queda de impostos sobre o diesel”, declarou, em audiência da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.

Questionado sobre sua fala na última segunda-feira, 28, quando disse que haveria aumento de impostos, o ministro declarou que citava o eventual aumento de tributos dentro das possibilidades descritas na Lei de Responsabilidade Fiscal. Ele disse ainda que o governo vai reduzir os benefícios fiscais, o que “não vai afetar a carga de impostos para a população em geral, mas segmentos empresariais específicos”.

Entenda
Guardia explicou novamente que R$ 0,30 dos R$ 0,46 centavos de desconto serão custeados pelo governo utilizando subsídios de R$ 5,7 bilhões, além de um corte de despesas de R$ 3,8 bilhões. Os R$ 0,16 restantes viriam da eliminação dos impostos, o que deve ser compensado pela reoneração da folha de pagamento. O valor, segundo ele, é insuficiente, e será necessário buscar outras receitas.