Festival Ações Literárias vira FALzim para refletir sobre a diversidade de infâncias e os livros escritos para crianças

Uma iniciativa da casa de criar, de São José do Rio Preto, o FAL (Festival Ações Literárias) chega à sua terceira edição em 2023, programada para o período de 27 de fevereiro a 4 de março, na Biblioteca Municipal “Dr. Fernando Costa”. Tendo como homenageado Olívio Jekupé, escritor e ativista Guarani Mbyá que tem mais de 20 livros publicados, o festival se transforma em FALzim para refletir sobre a diversidade de infâncias e a Literatura feita para crianças.

Desta forma, o FALzim: diversidade de infâncias apresenta uma programação com atividades para as crianças e sobre as crianças, envolvendo leitores de todas as idades em seis dias recheados de contação de histórias, mediações de leitura, bate-papos e oficinas.

Segundo Carolina Manzato, coordenadora do FALzim, a terceira edição do festival literário busca apresentar a diversidade de infâncias que caracterizam a sociedade contemporânea por meio de uma programação que abarca múltiplas formas de leitura do universo infantil. Ou seja, a infância de uma criança indígena não é a mesma infância de uma criança negra que mora na área urbana ou de uma criança branca que vive na zona rural, e os livros são uma excelente forma para conhecer as mais diferentes culturas e hábitos.

“O FALzim é um convite para o público pensar a Literatura para além dos cânones e das pesquisas acadêmicas. Por isso, buscamos trazer as mais diferentes vozes para compor nossa programação, que é feita para a criança, já que teremos contação de histórias, mediações de leitura e oficinas voltadas exclusivamente para elas, e que também fala sobre a criança, pois há bate-papos e palestras voltados para os jovens e adultos”, explica Carolina.

Para a coordenadora do FALzim, o festival é o ponto de encontro de quem gosta de ler com quem escreve, edita, ilustra e vende materiais literários, e também com quem ensina a ler. “O Festival Ações Literárias é a consequência da ideia de que leitura é conexão, e um encontro em torno da Literatura permite uma série de atravessamentos que nos provocam a pensar sobre nós e sobre o mundo que vivemos”, reforça.

O homenageado do FALzim

Olívio Jekupé é uma das referências da resistência indígena no Brasil. Pertencente à etnia Guarani Mbyá, ele tem mais de 20 livros lançados por diferentes editoras. Boa parte deles são voltados à infância e publicados em dois idiomas: o português e o guarani.

No FALzim, ele se faz presente ao lado da esposa, Jovinha Rehn Ga, da etnia Kaingang, e do filho, o músico Jekupé Mirim. O escritor e ativista também é pai do músico Owerá (Kunumi MC), que produziu música com o DJ Alok para o novo álbum do artista, todo dedicado à cultura indígena.

Atualmente, Jekupé e sua família residem na comunidade Kakané-Porã, no Paraná, mas já moraram na aldeia Krukutu, na região de São Bernardo do Campo (SP), onde ficaram alguns filhos. Eles compartilham um pouco dessa vivência e da infância indígena com o público do FALzim, além de falar sobre cultura, ancestralidade e, claro, leitura.

FALzim para todos

Com aproximadamente 30 atividades, a programação do FALzim traz convidados de São José do Rio Preto e outras regiões para compartilhar histórias, vivências e ideias com pessoas de todas as idades. A programação é de graça e se concentra na Biblioteca Municipal “Dr. Fernando Costa”, iniciando todos os dias de festival às 13h.

Entre os nomes que fazem parte do FALzim estão o escritor paulistano Sacolinha, que vem para conversar sobre o seu livro “Peripécias da minha infância”; a educadora e consultora Denise Guilherme, idealizadora do Clube de Leitores A Taba, que faz curadoria de livros infantis; a educadora e crítica literárias Cristiane Tavares, que coordena o curso de pós-graduação Literatura para Crianças e Jovens do Instituto Vera Cruz; a jornalista e escritora Gabriela Romeu, que escreveu sobre e para crianças no jornal Folha de S.Paulo por 20 anos; o professor e escritor indígena Tiago Nhandewa, da etnia Guarani-Nhandewava; a contadora de história, atriz e influenciadora digital Nina Brondi; e a professora e crítica literária Geruza Zelnys, criadora da Escrita Curativa, que desenvolve as potencialidades criativas, críticas e clínicas no acontecimento da escrita.

O FALzim: diversidade de infâncias é uma realização da casa de criar e do Governo do Estado de São Paulo, por meio do Programa de Ação Cultural (ProAC), da Secretaria Estadual de Cultura e Economia Criativa.

SERVIÇO

FALzim: diversidade de infâncias

De 27/2 a 4/3, das 13h às 21h

Biblioteca Municipal ‘Dr. Fernando Costa’ (Praça Jornalista Leonardo Gomes, 1)
Grátis

FALzim – Festival Ações Literárias – Programação geral

27/2 (segunda-feira)

13h – Abertura: Quem é Olívio Jekupé? Com Carolina Manzato (São José do Rio Preto-SP). Para crianças, jovens e adultos

14h – Contação de história. Com Ákila Moreira (São José do Rio Preto-SP). Para crianças

Pedagoga, atriz, bonequeira, escritora e contadora de histórias, Ákila Moreira é autora do livro de literatura para crianças “A Festa Encantada” (2019).

15h – Bate-papo. Com Cláudia Nigro (São José do Rio Preto-SP). Para jovens e adultos

Cláudia Nigro é professora do curso de Letras e Tradução do Ibilce/Unesp, em São José do Rio Preto, com experiência na área de Literatura, Linguística, com ênfase em Linguística Aplicada ao Ensino de Língua e Literatura, atuando principalmente nos seguintes temas: identidade, exclusão, gênero, religião, raça, tradução e cultura. É líder do Grupo de Pesquisa Gênero e Raça do Ibilce/Unesp desde 2018. No FALzim, ela falará sobre suas vivências e refletirá sobre a relação entre Literatura e Academia para além do cânone europeizado.

17h – Encontro literário: Ailton Krenak. Com Daniel Rodrigues (São José do Rio Preto-SP). Para jovens e adultos

Doutor em Teoria da Literatura, orientador de Escrita Criativa e escritor, Daniel Rodrigues apresenta Ailton Krenak por meio da leitura comentada de trechos de sua obra. Ailton Krenak é ativista do movimento socioambiental e de defesa dos direitos indígenas e organizador da Aliança dos Povos da Floresta, que reúne comunidades ribeirinhas e indígenas na Amazônia.

19h – Bate-papo. Com Sacolinha (São Paulo). Para jovens e adultos

O paulistano Ademiro Alves de Sousa, que completa duas décadas de carreira na Literatura sob o pseudônimo Sacolinha, é filho de uma mulher pobre que engravidou aos 16 anos e que ainda acreditava em cegonha na época. No FALzim, ele reflete sobre o livro “Peripécias da minha infância”, sua obra voltada ao público infantojuvenil.

28/2 (terça-feira)

13h – Contação de história: O menino Jurecê e a borboleta Arubá. Com Neny Luá (São José do Rio Preto-SP). Para crianças

Marajoara radicada em São José do Rio Preto, onde atua como educadora, Neny Luá apresenta a rica mitologia indígena no FALzim.

14h – Mediação de leitura: ‘O presente de Jaxy Jaterê”, de Olívio Jekupé e Fran Junqueira. Com Ana Laura Isa (São José do Rio Preto-SP). Para crianças

A pedagoga Ana Laura Isa, professora na área de alfabetização do projeto Social União Brasil, faz a mediação da leitura de uma obra do autor homenageado pelo FALzim: “O presente de Jaxy Jaterê” (Editora Pandabooks).

Sinopse: Kerexu tinha ouvido dos mais velhos várias histórias de Jaxy Jaterê, o protetor da floresta. Por ser poderoso, as pessoas podem fazer pedidos a ele, mas a índia não sabia como chamá-lo. Porém, sua prima conhecia o segredo e o ensinou a Kerexu. Certa noite, a índia adentrou na floresta, realizou o ritual e fez um pedido. Será que Jaxy Jaterê irá atendê-la?

15h – Oficina de bonecos. Com Ákila Moreira (São José do Rio Preto-SP). Para as crianças

Ákila Moreira orientará as crianças na criação de bonecos e bonecas com materiais diversos. A ideia é flexibilizar as características dos protagonistas, elaborar a ideia de diversidade e valorizar as potencialidades de cada um.

17h – Bate-papo. Com Raul Marques (São José do Rio Preto-SP). Para crianças, jovens e adultos

Jornalista e escritor, Raul Marques conta com uma série de obras voltadas para o público infantil. Em duas delas, “A revolução das crianças” e “O caminho da escola”, ele apresenta aos pequenos leitores um tema sério e pesado de forma bastante sensível e criativa: os movimentos migratórios.

19h – Bate-papo. Com Denise Guilherme e Cristiane Tavares (São Paulo-SP). Para jovens e adultos

Escritora, professora e mestre em Educação, Denise Guilherme é a idealizadora do Clube de Leitores A Taba, uma empresa de curadoria de livros infantis. Formadora de professores e consultora na área de projetos de leitura para diferentes organizações como Fundação Itaú Social, Associação Nova Escola, Editora Moderna, Grupo Somos, entre outros. Já foi jurada do Prêmio Jabuti.

Educadora, escritora e crítica literária, Cristiane Tavares coordena o curso de pós-graduação Literatura para Crianças e Jovens do Instituto Vera Cruz e o Programa Myra – Juntos pela Leitura, uma parceria entre a Fundação SM e a CE Cedac. Atuou como jurada em diferentes prêmios literários e é colaboradora permanente da revista “Quatro Cinco Um” e membro do conselho editorial da “Zouk”. Autora de “Quintais” (2007) e “Aos olhos do mar” (2015), além de integrar a coletânea “Um girassol nos teus cabelos: poemas para Marielle Franco” (2018).

1/3 (quarta-feira)

13h – Mediação de leitura: ‘A mulher que virou urutu’, de Olívio Jekupé e Maria Kerexu. Com Rhady Molina (São José do Rio Preto-SP). Para crianças

A pedagoga e artesã Rhady Molina faz a mediação de outra obra do escritor homenageado pelo FALzim: “A mulher que virou urutau” (Editora Pandabooks).

Sinopse: Esta é a história de uma bela índia que se apaixona por Jaxi, o Lua. Para saber se o sentimento é verdadeiro, Jaxi resolve colocar em prova o amor da jovem. Esta é a lenda guarani sobre o pássaro urutau, ave que possui uma diferente estratégia de camuflagem: ficar imóvel nos troncos das árvores, de olhos fechados, para não chamar a atenção dos predadores. Por meio da lenda é possível discutir a relação entre essência e aparência, valores e virtudes, além da própria cultura indígena. O livro traz o texto em português e em guarani, além de dados informativos sobre o pássaro urutau.

14h – Mediação de leitura: ‘Julián é uma sereia’, de Jessica Love. Com João Vitor Silva de Abreu (São José do Rio Preto-SP). Para crianças

O pedagogo e pesquisador João Vitor Silva de Abreu fará a leitura do livro “Julián é uma sereia” (Editora Boitatá), da escritora Jessica Love.

Sinopse: Enquanto andava de metrô com a avó, Julián avistou um grupo de mulheres extremamente arrumadas. O cabelo delas era esvoaçante e em tons vivos, seus adornos reluziam, e os vestidos terminavam numa belíssima cauda de sereia. A alegria delas era contagiante. Já em casa, ainda encantado, Julián sente vontade de se arrumar como uma sereia. Mas o que será que a avó vai achar da bagunça que ele fez – e, ainda mais, o que ela vai pensar sobre a forma como Julián se vê? Um livro delicado e colorido sobre amor e, principalmente, respeito. ‘Julián é uma sereia’ ganhou inúmeros prêmios, entre eles o da Feira Internacional do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha, categoria Opera Prima. A obra aborda com delicadeza temas como individualidade, apoio familiar e diversidade.

15h – Bate-papo. Com Márcio Hollosi (Guarulhos-SP) e Gláucio Camargos (São José do Rio Preto). Para jovens e adultos

Professor universitário e psicanalista, Gláucio Camargos desenvolve pesquisas na área da surdez, sendo certificado pelo Exame Nacional de Proficiência em Libras – Prolibras (MEC/UFSC). Já Marcio Hollosi também é professor universitário e conta com pesquisas relacionadas à educação e surdez. No bate-papo, eles discutem a produção literária voltada para crianças surdas.

17h – Bate-papo. Com Niminon Pinheiro (São José do Rio Preto-SP). Para jovens e adultos

Graduada em História e Economia, Niminon Pinheiro atua como professora e pesquisadora, dedicando-se, sobretudo, às questões étnico-raciais. A partir do contato com populações indígenas, ela escreveu vários livros e até lançou um jogo de videogame inspirado nos povos ancestrais do Brasil.

19h – Bate-papo. Com Gabriela Romeu (São Paulo-SP). Para jovens e adultos

Escritora, documentarista e jornalista, Gabriela Romeu é especializada em produção cultural para a infância, com mais de 20 anos de atuação em projetos que abordam temáticas infantis e desenvolvidos em diferentes plataformas. Durante 20 anos, escreveu sobre e para crianças no jornal Folha de S.Paulo, onde editou o caderno Folhinha, produziu reportagens sobre as realidades infantis do Brasil para diversos cadernos e idealizou e coordenou o projeto Mapa do Brincar (Grande Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo-2010). Como autora, escreveu livros que criam pontes entre diferentes realidades e imaginários.

2/3 (quinta-feira)

13h – Bate-papo. Com Rosana Ambrósio (São José do Rio Preto-SP). Para jovens e adultos

Coordenadora do curso de Pedagogia da Unilago, em São José do Rio Preto, Rosana Ambrósio fala do impacto da leitura no cérebro. Ela é especialista em Psicopedagogia, Educação Especial e Inclusiva e Neuro psicopedagogia.

14h – Mediação de leitura: ‘Drufs’, de Eva Funari. Com Mirian Zanolini e Sâmia Figueiredo (São José do Rio Preto-SP). Para crianças e educadores

Sâmia Figueiredo é pedagoga e atua como professora na Educação Infantil. Mirian Zanolini é também é graduada em Pedagogia e professora especialista do Ensino Superior, com foco na disciplina Práticas Pedagógico-Educativas. Juntas, elas mediarão a leitura de ‘Drufs’, de Eva Funari, além de conduzir uma oficina inspirada no livro.

Sinopse: Neste livro, você poderá ler certas coisinhas interessantes (ou desinteressantes), que os alunos da professora Rubi escreveram sobre suas próprias famílias. Famílias estruturadas das mais diferentes maneiras. Além disso, (se você for observador) vai perceber que, desta vez, Eva Furnari fez ilustrações diferentes e intrigantes – usou seus próprios dedos como personagens.

15h – Bate-papo. Com João Vitor Silva de Abreu (São José do Rio Preto-SP). Para jovens e adultos

Graduado em Pedagogia, João Vitor Silva de Abreu pesquisa educação, diversidade e pautas do movimento LGBTQIA+, sendo esses seus assuntos de interesse e de escrita do Trabalho de Conclusão de Curso. É bolsista do Programa Escola da Família, onde atua com projetos voltados para os eixos de aprendizagem e cultura. No FALzim, ele conversará sobre seu trabalho “Literatura LGBTQQIAPN+: contribuições para a formação identirária/empática dos estudantes do E.F.”.

17h – Oficina: educação antirracista. Com Ananda Luz (São José do Rio Preto-SP). Para jovens, adultos e educadores

Pedagoga e mestra em Ensino e Relações Étnico-Raciais, Ananda Luz tem experiência com mediação de leitura e formação de professores, além de atuar como professora da Educação Básica. No FALzim, ela conduz uma roda de conversa sobre as questões étnico-raciais e relação com a educação, sobre negritude e sobre educação antirracista.

19h – Bate-papo. Com Tiago Nhandewa (Avaí-SP). Para jovens e adultos

Tiago Nhandewa, indígena da etnia Guarani-Nhandewa, reside na Aldeia Tereguá. Formado em Pedagogia Intercultural pela USP, é membro do Fórum de Articulação dos Professores Indígenas do Estado de São Paulo. Autor do livro “Quando eu caçava Tatu e outros bichos”. No FALzim, ele fala sobre a infância e a juventude nhandewa, seus estudos em torno da educação indígena e os impactos da educação escolar para a população das aldeias Nimuendaju e Tereguá.

3/3 (sexta-feira)

13h – Contação de história: Na volta que o mundo deu. Com Mandigueiras da Pracinha (São José do Rio Preto-SP). Para crianças

A Cia. Mandingueiras da Pracinha foi formada, em 2017, pelas contadoras de histórias, brincantes e treneis de Capoeira Angola Camila Signorini e Paula Castro. A contação “Na volta que o mundo deu” é um convite de imersão à cultura popular brasileira, à literatura oral e escrita e ao deleite de boas estórias recheadas de brincadeiras, cantorias, mexer dos corpos e expressões.

14h – Mediação de leitura: Meu crespo é de rainha, de Bell Hooks e Chris Raschka. Com Camila Mariano (São José do Rio Preto-SP). Para crianças

Pedagoga e pesquisadora do Autismo e Esquizofrenia, Camila Mariano compartilha a leitura de “Meu crespo é de rainha” (Editora Boitatá) com as crianças no FALzim.

Sinopse: Publicado originalmente em 1999 em forma de poema rimado e ilustrado, esta delicada obra chega ao país pelo selo Boitatá, apresentando às meninas brasileiras diferentes penteados e cortes de cabelo de forma positiva, alegre e elogiosa. Um livro para ser lido em voz alta, indicado para crianças a partir de 3 anos de idade – e também mães, irmãs, tias e avós – se orgulharem de quem são e de seu cabelo ‘macio como algodão’ e ‘gostoso de brincar’.

15h – Encontro literário: Ondjak. Com Meire Gomes (São José do Rio Preto-SP). Para jovens e adultos

Formada em Ciências Sociais pela USP e em Biblioteconomia pela FESPSP, Meire Gomes trabalhou como editora e revisora de textos, e atualmente é bibliotecária escolar. No FALzim, ela apresenta a obra de Dndjak, sociólogo, poeta, roteirista e, principalmente, escritor premiado angolano.

17h – Bate-papo. Com Maurício Negro (São Paulo-SP). Para crianças, jovens e adultos

Ilustrador, escritor, designer, pesquisador, curador e gestor de projetos relacionados aos temas ambientais, identitários, indígenas, tradicionais e contemporâneos, quase sempre marcados pela diversidade natural e cultural brasileira, Maurício Negro conversa sobre as suas vivências, seus projetos e as obras em que se debruça sobre universos que extrapolam aqueles que compõem os cânones da literatura.

19h – Homenageado do FALzim. Com Olívio Jekupé, Jovina Renh Ga e Jekupé Mirim. Para crianças, jovens e adultos

Olívio Jekupé, da etnia guarani, Jovina Rehn Ga, da etnia kaingang, e Jekupe Mirim, filho do casal, compartilham seus saberes com o público do FALzim. Temas como Literatura e movimento feminista são permeados por depoimentos sobre a vida na aldeia Krukutu e na comunidade Kakané-Porã e sobre a infância indígena de ontem e de hoje. O bate-papo será finalizado com uma apresentação de voz e violão do filho do casal.

4/3 (sábado)

13h – Contação de história: ‘O roubo do fogo’ e ‘A onça valentona e o raio poderoso’. Com Nina Brondi (São José do Rio Preto-SP). Para crianças

Contadora de histórias, educadora, atriz e influenciadora digital, Nina Brondi é uma profissional apaixonada pelas histórias que conta, lê, ouve e, principalmente, vive. Encontrou na arte de contar histórias o canal perfeito para unir suas três grandes paixões: as artes cênicas, a educação e a literatura. No FALzim, ela apresenta dois mitos indígenas: “O roubo do fogo” (mito guarani) e “A onça valentona e o raio poderoso” (mito taulipang).

14h – Mediação de leitura: ‘Cocarzinho amarelo’, de Yaguarê Yamã e Uziel Guaynê. Com Tatiane Craveiros (São José do Rio Preto-SP). Para crianças

Professora do Ensino Infantil e do Ensino Fundamental, Tatiane Craveiros conduz a leitura do livro “Cocarzinho Amarelo” (Editora Globinho). No livro de Yaguarê Yamã ilustrado por Uziel Guaynê, o clássico da literatura infantil ganha novos significados para enaltecer a cultura indígena. Narrado de forma bilingue, em português e em nheengatu, a Língua Geral da Amazônia, o livro traz a história de uma menina corajosa que enfrenta os perigos da floresta.

15h – Oficina: sensibilização literária. Com Nina Brondi (São José do Rio Preto-SP). Para crianças

17h – Bate-papo. Com Neny Luá e Gizele Juá Erã (São José do Rio Preto-SP). Para jovens e adultos

Gizele Juá Erã, indígena do povo Kariri Quixelô, do Ceará, é professora e socióloga. Já Neny Luá, indígena marajoara, é cantora, artesã e professora da Educação Infantil.

19h – Bate-papo. Com Geruza Zelnys (São Paulo-SP). Para jovens e adultos

Geruza Zelnys é doutora em Teoria Literária e Literatura Comparada (USP), mestre em Crítica Literária (PUC-SP) com pós-doutorado em Filosofia da Educação (UNIFESP) e especialização em Esquizoanálise (Escola Nômade de Filosofia). É professora universitária e de cursos autorais sobre Escrita Criativa. É escritora, poeta e, também, tradutora de livros infanto-juvenis. Criadora da Escrita Curativa (curso, método, pensamento) que desenvolve as potencialidades criativas, críticas e clínicas no acontecimento da escrita. Escreveu “A Escrita Curativa. Ou de como voar com asas quebradas” (Fábrica de Cânones, 2021), entre outros.