Evento cultural no Meliá e vernissage no TRT 15 em Campinas

Com coprodução de Ligia Testa , o evento cultural idealizado por Isac e Patrícia Karniol magnificamente ilustrado pelo artista Egas Francisco, abraçado por Marina Zerbinatti e Roberto Babini, o Hotel Meliá, foi palco na noite do dia 20 último, de uma Mesa Redonda em torno da ARTE NA PSICANÁLISE em que foram discutidos os esboços elaborados pelo grandioso Egas Francisco em sessão psicanalítica. Isac Karniol, Gilson Barreto, Jorge Coli, Sonia Resende e Plínio Montagna falaram de arte na psicanálise, psicanálise na arte. Os livros, gravuras e pequenas aquarelas continuam à venda em condições muito especiais, conta Lígia.

A Mesa Redonda do Palimpsesto Mágico no Hotel Meliá contou com sala plena de interessados em cultura. Ligia, dizia aos amigos: “A gente precisa de arte assim como a arte precisa de gente! É gratificante apreciar este evento de cultura e conhecimento que aborda a Arte na Psicanálise”.

A noite contou com a presença de 140 pessoas para ouvir os experts psiquiatras Isac Karniol (idealizador do evento com a psicanalista Patricia Karniol), Sonia Rezende e Plinio Montagna, o crítico de arte e professor Jorge Coli, o médico e escritor Gilson Barreto, para falar da arte do consagrado Egas Francisco. Noite de muito conhecimento.

“Coproduzir o Palimpsesto Mágico foi uma experiência grandiosa também para mim”, reafirma Ligia. Coproduzir e curar este evento de arte foi um exercício pleno de responsabilidade. A sala cheia com pedidos de mais cadeiras nos fez crer que a arte importa! acrescenta. As obras estão expostas no Tribunal Regional do Trabalho e vale a visita de todos!

 

Espaço Cultural do TRT da 15ª Região

Ao final da tarde anterior ao evento da Mesa Redonda no Meliá, foi aberta na terça-feira (19/3), no Espaço Cultural do TRT da 15ª Região, no 3º andar do edifício-sede da Corte, em Campinas, a exposição Palimpsesto Mágico, que traz esboços do artista Egas Francisco. O vernissage incluiu o lançamento do livro homônimo do psiquiatra Isac Karniol e da psicóloga Patrícia Karniol, que idealizaram o projeto da exposição.

Entre as personalidades que prestigiaram o evento estavam os desembargadores Gisela Rodrigues Magalhães de Araujo e Moraes, presidente do Tribunal; Tereza Aparecida Asta Gemignani, vice-presidente judicial; Maria Madalena de Oliveira, vice-corregedora e curadora do Espaço Cultural; e Maria Inês Côrrea de Cerqueira César Targa, diretora da Escola Judicial, além de outros desembargadores e juízes de primeiro grau. Entre os presentes estava o desembargador aposentado Eurico Cruz Neto, presidente do Tribunal no biênio 1998-2000, que foi o criador do Espaço Cultural do TRT, além de servidores, advogados e convidados.

O artista

Nascido em São Paulo e radicado em Campinas, o pintor Egas Francisco, que dedicou toda a sua vida às artes plásticas, exibe suas obras mais recentes, aquarelas produzidas nos dois últimos anos, em sessões de terapia. Durante todo esse período, o artista fez sessões uma vez por semana com o médico Isac Karniol e cada uma delas rendeu uma aquarela. Segundo o artista, as peças não receberam retoque. Isac, por sua vez, afirmou sentir-se também em terapia quando em sessão com o expositor.

No site do TRT, colhemos as informações transcritas abaixo:

Ao abrir o evento, a desembargadora Gisela Moraes agradeceu a todos os presentes, especialmente os artistas, dizendo que “o TRT se sente honrado em recebê-los neste espaço que é nosso”. Em seguida, enalteceu o trabalho do artista plástico e dos escritores, discorrendo sobre a carreira deles. Ela enfatizou que a arte emociona por trazer beleza e significado, citando o artista espanhol Pablo Picasso, para quem “a arte limpa da nossa alma toda a poeira do dia a dia”. A desembargadora fez ainda um agradecimento especial às curadoras da mostra, a desembargadora Maria Madalena de Oliveira e a juíza Marina de Siqueira Ferreira Zerbinatti, titular da 3ª Vara do Trabalho de Campinas. Em seguida, a psicóloga Patrícia Karniol presenteou a desembargadora Gisela com uma das obras que compõem a mostra.

A desembargadora Maria Madalena rememorou a tarde em que recebeu em seu gabinete os expositores para uma conversa sobre a proposta de realização do evento. “Naquela tarde, Marina e eu ficamos absolutamente fascinadas”. Entre outros agradecimentos, a desembargadora enfatizou o trabalho do coordenador de Comunicação Social, Roberto Babini, e sua equipe para o sucesso da exposição.

Ao enfatizar a grandiosidade da carreira de Egas Francisco, a desembargadora Maria Madalena relembrou o fato de que, aos 15 anos de idade, o artista já dava aulas de arte a jornaleiros e engraxates em Campinas, um indício de sua extrema generosidade. Destacou ainda que Egas é conhecido internacionalmente, já tendo exposto nos principais museus do mundo. Além da desembargadora Gisela Moraes, agradeceu aos presidentes do TRT com quem manteve parceria para a realização das exposições, os desembargadores Fernando da Silva Borges e Lorival Ferreira dos Santos.

A juíza Marina Zerbinatti externou o quanto era especial o vernissage. “Nesse momento é imprescindível o agradecimento à presidente Gisela Moraes”, complementou. Agradeceu ainda, entre outros, o apoio da presidente do Instituto Jurídico de Incentivo ao Estudo do Direito Social (INJIEDS), desembargadora aposentada Eliana Felippe Toledo, que presidiu o Tribunal no biênio 2002-2004. A magistrada evidenciou que Egas é para ela uma pessoa muito querida e de enorme talento. Realçou, ainda, a audácia da criação desenvolvida com Isac, cujo trabalho a magistrada também elogiou.

O artista Egas Francisco confidenciou que em todas as vezes que expõe se sente desafiado. “Sinto um certo medo até que me deparo com os amigos. Não sei se vêm porque gostam das minhas exposições ou por serem meus amigos”, brincou. Nessa linha, disse que os expositores teriam que agradecer inicialmente a eles mesmos “por termos feito essa loucura toda”. Ele concluiu oferecendo a exposição a todas as mulheres que são mortas diariamente “à sombra da impunidade desse país”.

Isac também lembrou da tarde em que conversou com as magistradas para apresentar a ideia da mostra. Disse que em um mundo tido como burocrático, encontrou um ambiente acolhedor, e acrescentou que gostaria de homenagear a humanidade que as pessoas encontram no Tribunal. Também destacou que o contato com Egas representou um grande nascimento. “Os esboços produzidos no nosso contato são o renascimento, volta da vida, o primitivo”, arrematou.

Conforme os terapeutas, no Egito antigo, pintura e escrita eram feitas em papiros. As linguagens neles contidas muitas vezes eram raspadas e os papiros usados para novas produções, os chamados palimpsestos. O casal disse imaginar, para traduzir o que ocorria na produção dos esboços, a existência de um palimpsesto mágico”, no qual “as imagens raspadas eram rapidamente substituídas por outras”.
“Imaginamos para traduzir o que ocorria na produção dos esboços de Egas a existência de um ‘palimpsesto mágico’, onde imagens raspadas eram rapidamente substituídas por outras; concomitantemente as primeiras retornavam, sem que as últimas desaparecessem”.

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