De volta ao presencial, Território Cênico leva arte a Praça das Rosas e sede da Cênica, em São José do Rio Preto

Comemorando 15 anos de trajetória, o coletivo Cênica promove neste domingo, dia 29 de maio, das 16h às 20h, na Praça das Rosas e em sua sede, no Jardim dos Seixas, em São José do Rio Preto/SP, o lançamento da edição 2022 do Projeto Território Cênico, que retoma o formato presencial depois de ser online em 2020, oferecendo uma programação diversa e gratuita, com música, dança, teatro, literatura, artes visuais, audiovisual e economia criativa. O objetivo é a formação de artistas e público e a difusão de trabalhos locais e de outras regiões do Estado de São Paulo. O projeto é viabilizado pelo ProAC Edital de Manutenção e Modernização de Espaços Culturais Independentes.

No domingo, a Praça das Rosas receberá a exposição “#P3NARTE”, do coletivo que reúne Elissa Pomponio, Jef Telles, Jorge Etecheber, José Vitor Gomes, Tião Martins e Vinicius Dall’Acqua, surgido no contexto da pandemia, e que leva arte a áreas verdes da cidade; a contação de história “Contos, Lendas e Itans Africanos”, com a atriz Beta Cunha, que ressignifica peças de vestuário como lenços e xales e outros objetos para mostrar, de forma interativa e encenada, um pouco sobre as culturas africanas; o ensaio aberto “Experimento Corpo em Crise”, resultado de residência artística realizada pela Cia. Território da Dança em maio dentro do projeto para a construção de seu novo espetáculo, sob orientação de Cássia Heleno e Capelli; e o show musical “Antiexílio”, do cantor, poeta e compositor João Liossi. Já a Sede Cênica será palco da intervenção em dança “Embalagem”, com as atrizes Andressa Maria, também baterista, e Andrea Capelli, bailarina, que por meio da improvisação unem música e dança para contar por meio de seus corpos histórias de ser mulher, suas amarras, moldes e o romper de tais estruturas.

Nos próximos meses, o projeto realiza outras sete ações dentro do projeto, sendo três oficinas, um intercâmbio de gestão cultural, um cineclube, um show musical e a feira feminista de economia criativa e solidária idealizada pelo coletivo Primavera nos Dentes.

Todas as ações terão acesso gratuito e serão realizadas na Sede Cênica e na Praça das Rosas (a 50 metros da sede). O projeto contempla também ações relacionadas ao funcionamento da Sede Cênica, à aquisição de equipamentos e materiais, à remuneração de equipe de gestão e artistas envolvidos e à produção e edição de vídeo documental sobre o projeto.

Histórico

Realizado desde 2016, o Projeto Território Cênico deu origem às companhias Território da Dança e Beradeiro e promove, além de apresentações artísticas, atividades formativas e de pesquisa. Na primeira edição, o Território Cênico teve fomento do Prêmio Nelson Seixas, da Secretaria Municipal de Cultura, e ofereceu nove oficinas e três mostras artísticas. No ano seguinte, foi desenvolvida de forma independente a primeira edição de seu Núcleo de Formação Cênica (hoje Núcleo de Pesquisa Cênica), com foco na formação de novos artistas e no fomento da criação de novos grupos. Paralelamente, oficinas permanentes de Dança Expressiva deram origem à Cia. Território da Dança.

O Território Cênico 2018 teve fomento do ProAC, proporcionando 25 atividades gratuitas a 1.350 pessoas. A partir do Núcleo, surgiu um novo grupo teatral, a Cia. Beradeiro. Em 2019, novamente com o Prêmio Nelson Seixas, o Território ofereceu nove atividades e o Núcleo de Pesquisa Cênica deu início à montagem do espetáculo “Refugo”, de Abi Morgan.

Em razão da pandemia da Covid-19, em 2020 o projeto foi readequado e, pela primeira vez, teve uma edição 100% online, com 12 ações de formação e intercâmbio artístico – como oficinas, bate-papos e de pesquisas envolvendo as artes cênicas e a cultura popular -, e 28 de difusão, entre shows musicais, contações de história, sarau, leituras dramáticas e outras.

Sobre a Cênica

Fundada com o nome de Cia. Cênica em março de 2007, a Cênica é um coletivo teatral formado por 25 artistas, com 11 espetáculos em seu repertório, entre eles, “Sala de Espera” (2021); “de mais ninguém” (2019); “Oi Lá, Inezita” (2018); “Queijo & Goiabada, das canções que você não autorizou pra mim” (2016); “Terra abaixo, Rio acima” (2016); “Virado à Paulista” (2015) e “Sabiás do Sertão – Teatro musical brasileiro em um ato, uma chegança e uma andança” (2013). Circulou por 150 cidades de 11 Estados brasileiros, levando seus espetáculos a um público de mais de 600 mil espectadores. Tem participações em importantes eventos como o FIT Belo Horizonte, MIT – Mostra Internacional de Teatro da Paraíba e FIT Rio Preto – Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto.

Além do Território Cênico, ainda na área da educação, orienta, desde 2017, outros grupos pelo Programa de Qualificação em Artes. A Sede Cênica, conquistada em 2014, também é aberta a coletivos parceiros para ensaios, apresentações e eventos. Em abril de 2021, realizou, pela primeira vez em formato online, a Mostra Cênica Resistências, em sua 4ª edição, com a parceria de outros quatro coletivos da cidade. Em 2022, publicou a coletânea “Sobre poeira, prosa e cantoria – 15 anos de dramaturgia” (Vitrine Literária), reunindo seus textos teatrais já montados.

SERVIÇO:

Lançamento do Projeto Território Cênico 2022

Quando: Domingo (29/5), das 16h às 20h

Onde: Sede Cênica (Avenida das Hortênsias, 265, Jardim dos Seixas, São José do Rio Preto/SP) e Praça das Rosas (Avenida das Hortênsias, em frente ao Colégio Criarte, a 50 metros da Sede Cênica)

Realização: Cia. Cênica, com apoio do Programa de Ação Cultural (ProAC)

Grátis

Mais informações: WhatsApp: (17) 99266-2490

Siga a Cênica na internet: https://cenica.com.br | YouTube: /ciacenica | Facebook: @cia.cenica | Instagram: @_cenica

Informações à imprensa:

PROGRAMAÇÃO COMPLETA:

Dia 29/5, domingo, 16h às 20h – Lançamento:

Artes visuais: Exposição #P3NARTE, com Elissa Pomponio, Jef Telles, Jorge Etecheber, José Vitor Gomes, Tião Martins e Vinicius Dall’Acqua

Sinopse da atividade: Durante um período da pandemia, um grupo de artistas e entusiastas da arte se reuniu semanalmente para trocar ideias, olhar nos olhos e aliviar suas dores em meio a essa grande catástrofe da humanidade. O ponto de encontro, alcunhado de P3, consistia num canteiro central da cidade, repleto de árvores, terra e ar. Vivos, inquietos e esperançosos, esse coletivo de gente produziu uma exposição de ideias onde os poucos artistas eram também o público. A partir da retomada das atividades presenciais em 2022, a #p3narte ganha forma e oxigênio, se apresentando em espaços onde a natureza está presente, mesmo que minimamente.

Livre. Praça das Rosas

Contação de história: Contos, Lendas e Itans Africanos, com Beta Cunha

Sinopse da atividade: Por meio da ressignificação de elementos cotidianos – lenços, xales e outros objetos – os contos, as lendas e Itans vão se desenrolando de forma interativa e encenada, de modo a possibilitar ao público conhecer um pouco sobre as culturas africanas. Atriz/Contadora e plateia interagem permanentemente nesta encenação/contação, estruturada de forma aberta. “Trago a ancestralidade ecoando em meu avesso, um canto de identidade, um som de atabaque, um cerimonial com liberdade, a luz da divindade emociona minha humanidade” (Eli Odara Theodor).

50 minutos. Livre. Praça das Rosas

Dança: Embalagem, com Andressa Maria e Andrea Capelli

Sinopse da atividade: Encontro entre a atriz-bailarina e a atriz-baterista. Para além da improvisação retroalimentada entre música e dança, duas mulheres, duas atrizes em cena, que contam, no corpo, histórias de ser mulher, as amarras, os moldes, o romper dessas estruturas. Andrea, finalmente, despe-se. Na cena, balas de canela, uma bateria e as sapatilhas de pontas, que talvez já não sirvam mais. Tem bala pra todo lado. Se for doce, a gente desembrulha e chupa. Se não for, a gente foge, ou dança.

30 minutos. 16 anos. Sede Cênica

Dança: Experimento Corpo em Crise, com Cia. Território da Dança, sob orientação de Cássia Heleno e Andrea Capelli

Sinopse da atividade: A partir de uma imersão em pesquisas e experimentações no terreno das artes do corpo para a construção espetáculo Corpo em Crise, os bailarinos mergulharam no universo de seus corpos, individuais e coletivos, a fim de encontrar as marcas que compõe esse universo orgânico em contínuas transformações. O corpo e a ação de dançá-lo se tornam um meio para a ascensão das consciências identitárias e históricas, um ato político de afirmação do ser perante as condições que lhes são dadas ou impostas. Em Experimento Corpo em Crise, a Cia. Território da Dança compartilha os resultados da residência artística que teve início na primeira semana de maio. O tempo, o espaço e o outro atravessam as fronteiras da pele. Transtornados, originalmente isolados, estes corpos gritam suas inquietudes a partir das vivências de cada um e respiram no encontro.

15 minutos. Livre. Praça das Rosas

Música: show Antiexílio, com João Liossi

Sinopse da atividade: O EP lançado no início de 2020 é uma recusa às fugas de nossas origens. Afirma também a força da voz frente a qualquer tentativa de autoritarismo. Sob as paisagens que aparecem entre as canções, é forte a presença da cidade, e a influência do cancioneiro regional – a música que fala dessas paisagens esquecidas e de uma saudade que não morre, daquilo que é universal, das questões e dos afetos que mobilizam os sentimentos de todos os humanos.

60 minutos. Livre. Praça das Rosas

23/6, 14/7, 18/8 e 15/9, quintas, 20h – Cineclube

Sinopse da atividade: Exibição de quatro longas-metragens com curadoria de Diógenes Sgarbi, que também conduzirá bate-papos com o público presente acerca das obras. Professor do Instituto Federal de Educação na área das Ciências Sociais, Sgarbi possui graduação em Licenciatura em Ciências Sociais, com Especialização e Mestrado em Ciência Política. É pesquisador da temática do Pensamento Social Brasileiro e do Movimento dos Trabalhadores. Foi coordenador do Projeto de Extensão: Cineclube e Direitos Humanos de 2018-2019, no IFSP- Catanduva.

Onde: Sede Cênica

Filmes por ordem de exibição:

Você não estava aqui (2019, drama, 1h41min,14 anos)

Direção, Ken Loach; roteiro, Paul Laverty; elenco, Kris Hitchen, Debbie Honeywood, Rhys Stone.

Sinopse: Após a crise financeira de 2008, Ricky e sua família se encontram em situação financeira precária. Ele decide adquirir uma pequena van, na intenção de trabalhar com entregas, enquanto sua esposa luta para manter a profissão de cuidadora. No entanto, o trabalho informal não traz a recompensa prometida, e aos poucos os membros da família passam a ser jogados uns contra os outros.

Após a sessão, haverá um bate-papo sobre a uberização do mundo do trabalho (ou GIG Economy) a partir da realidade da Inglaterra, um país rico e de economia central, e sobre como isso é uma tendência mundial nas relações de trabalho.

Black is Beltza (2018, drama/animação, 1h28min, 18 anos)

Direção, Fermin Muguruza; roteiro, Fermin Muguruza; elenco, Unax Ugalde, Isaach de Bankolé e Sergi López

Sinopse: Em outubro de 1965, algumas grandes figuras de San Fermín são convidadas a desfilar na Quinta Avenida de Nova York, mas são detidas antes disso por conflitos raciais. Naquele ano, os líderes norte-americanos proibiram a participação de qualquer negro no evento e recrutaram o agente Manex Unanue (Unax Ugalde) para cumprir as tarefas necessárias.

Após a exibição, bate-papo sobre a unidade presente nas lutas sociais mundiais antes da ascensão da pós-modernidade.

Jorginho Guinle: $ó se Vive Uma Vez (2019, docudrama, 1h31min, 14 anos)

Direção, Otávio Escobar; roteiro, Otávio Escobar e Duda Ribeiro; elenco, Saulo Segreto, Guilhermina Guinle e Letícia Spiller

Sinopse: Jorge Eduardo Guinle ficou conhecido, ao longo de sua vida, como um dos maiores playboys cariocas. Gozando do patrimônio de sua família abastada, ele circulou entre os melhores bares e boates da cidade, criando uma gama de contatos que o consagraram como o primeiro “promoter” do país. Jorginho, como era conhecido, mantinha amizades próximas com grandes estrelas internacionais como Rita Hayworth e Kim Novak, e foi o responsável por trazê-las para as terras tupiniquins.

Após sessão, bate-papo sobre as particularidades da sociedade brasileira a partir da biografia de uma das pessoas mais ricas do país no séc. XX. O intuito é compreender nossos problemas sociais por meio de uma análise crítica sobre o tipo de burguesia que se formou historicamente no Brasil.

Entreatos (2004, documentário, 1h56min, livre)

Direção: João Moreira Salles

Sinopse: De 25 de setembro a 27 de outubro de 2002 a equipe de filmagem acompanhou passo a passo a campanha de Luís Inácio Lula da Silva à presidência da República. O filme revela os bastidores de um momento histórico através de material exclusivo, como conversas privadas, reuniões estratégicas, telefonemas, traslados, gravações de pronunciamentos e programas eleitorais.

Após a sessão, bate-papo acerca dos acontecimentos políticos contemporâneos (jornadas de junho de 2013, golpe de 2016, ascensão do bolsonarismo, entre outros) a partir da chegada do Partido dos Trabalhadores ao poder.

5 e 6/7, 19h às 21h – Oficina: Comunicação na Área Cultural, com Graziela Delalibera

Sinopse da atividade: Participantes terão noções básicas sobre ferramentas utilizadas em assessoria de imprensa para divulgação de ações e projetos culturais em diferentes veículos de comunicação (jornais impressos, sites, portais, rádios e TVs). Definição do que é notícia, relacionamento com a imprensa, preparação de materiais, elaboração de clipping para uso na prestação de contas e na busca de patrocínios. Também terão noções sobre planejamento e produção de conteúdo para redes sociais.

Público-alvo: artistas e coletivos artísticos

Vagas: 20

Onde: Sede Cênica

4 e 11/8, das 19h às 22h – Oficina: Pé de Poesia, com Andrea Capelli

Sinopse da atividade: A obra completa de Manoel de Barros será apresentada em livros que as pessoas participantes poderão compartilhar. Da leitura de alguns poemas, nascerá a dança. Um primeiro momento envolverá exercícios de respiração, aterramento, consciência corporal e relação com o espaço. A “coreografia”, desenho realizado por um corpo e por todos os corpos no espaço, será conquistada através de exercícios de improvisação. A trilha sonora será poesia, silêncio, som do espaço, e áudios do documentário “Só dez por cento é mentira”, sobre o poeta.

Público-alvo: Livre

Vagas: 25

Onde: Sede Cênica

5/8, 19h às 22h, e 6/8, 9h às 12h – Oficina de Iniciação Teatral: O Jogo Estabelecido para a Interpretação, com Beta Cunha

Sinopse da atividade: A oficina tem como objetivo a iniciação artística através de jogos teatrais com enfoque nas relações do cotidiano cênico, e interpretação. Propiciar ao participante um primeiro contato com o “fazer teatral”. Através de jogos e dinâmicas, técnicas vocais e princípios fundamentais da improvisação verbal e não verbal para o desenvolvimento das habilidades de disponibilidade, imaginação e prontidão cênica.

Público-alvo: Adolescentes de 13 a 15 anos

Vagas: 20

Onde: Sede Cênica

Data a definir – Porta Aberta: Intercâmbio com Cassiane Tomilhero

Sinopse da atividade: Encontro e trocas entre os grupos residentes em nossa sede, que serão convidados a vivenciar um processo de reconhecimento de suas identidades, seus fazeres e sonhos, possibilitando uma visão mais ampliada da gestão compartilhada e dos caminhos que desejam trilhar na busca de alternativas de ação para ampliar a sustentabilidade do espaço.

Público-alvo: Cia. Beradeiro, Cia. para Pessoas Solitárias, Núcleo Arcênico e Cia. Território da Dança

Onde: Sede Cênica

Outubro – Música: show com Duo Magia Negra

Sinopse da atividade: Magia Negra é o encontro entre a poesia e a ancestralidade preta que tentaram nos negar. É a potência de nossas vozes ecoada aos quatro cantos, para que nunca se esqueçam de quem fomos e de quem somos. Ao som da batida de DJ Basim e com mensagens que surgem a partir de vivências da dupla Diego Neves e Lucca Lourenço acerca de consciência racial, sexualidade, relacionamentos e seus convívios sociais, este show autoral de Black Music, consiste em valorizar a música e os artistas negros, contendo um vasto repertório de referências e sonoridades da música, afro, funk, hip hop, R&B e entre outros.

60 minutos. Livre

Outubro – Feira das Rosas – Feira feminista de economia criativa e solidária | Coletivo Primavera nos Dentes

Sinopse da atividade: A economia criativa e solidária sugere um trabalho coletivo, presente também nas relações entre as pessoas, que valoriza o produto local, produz de forma justa e com respeito ao meio ambiente. Além da exposição dos produtos para venda e escambo, a programação desta feira de saberes e sabores, deste espaço para trocas, conta com bate-papo sobre economia feminista e solidária; oficina de artesanato; sarau feminista; apresentação musical e ações verdes.

Praça das Rosas