Com a presença de ministro, encontro na Alesp debate políticas para redução da pobreza no País

“Menos desigualdade, mais dignidade”. A frase é do ministro de Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, que participou de um evento na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, nesta segunda-feira (4). O evento tratou sobre os planos de sua pasta no atual Governo para reduzir o nível de pobreza e fome no Brasil nos próximos quatro anos. O encontro foi proposto pela deputada Márcia Lia (PT).

Além disso, a atividade contou com a presença de organizações do chamado “Terceiro Setor” da sociedade civil (ONGs e entidades sem fins lucrativos), que tiveram seu papel classificado por Dias como “essencial” para a consolidação dos programas de assistência social e combate à desigualdade de seu Ministério.

“O combate à fome, à pobreza e à desigualdade necessitam do apoio de todas as organizações. Por isso, em nome do Presidente da República, venho dar as mãos a esse essencial segmento da sociedade, que sempre pensou, melhor do que ninguém, na qualidade de vida e na dignidade da população”, afirmou o ministro Dias.

Wellington Silva e Márcia Lia – Foto: Carol Jacob

A deputada Márcia reiterou a importância de levar ao conhecimento do povo paulista as mudanças propostas, sobretudo, nos programas de auxílio financeiro. “É fundamental conhecer os programas do Ministério atual, e informar as organizações do Terceiro Setor acerca das mudanças realizadas pelo Governo Federal. Onde o braço do Estado e do mercado não chega, essas entidades chegam. São as ONGs que cuidam de crianças e idosos em vulnerabilidade, que se importam com o ser humano acima de todo o resto”, explicou ela.

Bolsa Família

Entre as principais mudanças nos programas de auxílio e combate à desigualdade, o ministro destacou a restituição do programa Bolsa Família, tomando o lugar do extinto Auxílio Brasil. De acordo com Dias, o antigo benefício “concedia às famílias um valor único, independentemente da quantidade de pessoas”. Já agora, “a renda per capita é levada em consideração na distribuição dos recursos”, detalhou.

De acordo com o gestor, o principal conceito que motivou a mudança foi o de alcançar, no futuro, a Renda Básica de Cidadania para toda a população, estabelecida na Lei Federal 10.835, sancionada em 2004, de autoria do atual parlamentar da Alesp, Eduardo Suplicy (PT).

Presente durante o evento, Suplicy parabenizou o ministro pelos trabalhos realizados na pasta até o momento, e relatou pedido feito no início do ano para que a pauta da Renda Básica fosse levantada e aplicada durante o mandato vigente.

“O ministro é uma pessoa com extraordinária visão e sensibilidade social. Portanto, assim que soube de sua indicação, encaminhei para ele minha sugestão de restituir o programa Bolsa Família, como forma de alcançar a Renda Básica no futuro. Vejo que isso já está sendo feito, e devo parabenizar e incentivar os trabalhos do meu ex-colega de Senado [Wellington Dias]”, apoiou o deputado.

Combate à fome

Por fim, o ministro fez questão de levantar o combate à fome como uma das prioridades de sua gestão. Segundo ele, tirar o Brasil do mapa da fome mundial é oferecer o mínimo de dignidade ao povo brasileiro.

“A fome é, na verdade, um problema de ética. Como pode um ser humano comer tranquilamente sabendo que seu vizinho não consegue ter uma alimentação básica? Mas isso vem melhorando nos últimos anos. Conseguimos sair do mapa da fome oficialmente há quase uma década, entretanto, não durou muito, e em 2018 retornamos. Isso aumenta a responsabilidade do nosso país, portanto, nosso trabalho será redobrado para tirarmos 33 milhões de brasileiros dessa situação”, garantiu o ministro.

Gustavo Oreb Martins, sob supervisão de Fábio Gallacci – Foto: Carol Jacob

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