Café Minuto para ler no carnaval

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O governo decidiu fazer uma revisão nos projetos sociais. E é bom mesmo que faça porque a continuar como está a água logo, logo estará batendo no traseiro. Até 2040 para manter os gastos sociais e tentar equilibrar minimamente as contas públicas a parcela do PIB dobrará chegando a 28,5% e para tanto necessitaria elevar a carga tributária para 50% do PIB, hoje está próximo dos 40%. A atividade econômica seria extremamente sacrificada, mais do que já é hoje. Há exemplos de países que exageraram no assistencialismo e quebraram a cara tendo que voltar atrás, a Suécia é um deles. O pior é que o país paga seu descontrole antes do tempo, isso porque os agentes financeiros antecipam as projeções e a conta é paga no presente através do dólar nas alturas, aumento da inflação e queda no crescimento, exatamente o que acontece hoje. Já estamos pagando a conta!

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O Brasil já venceu duas batalhas contra o Aedes Aegypti. Nos anos 1950, ele transmitia a febre amarela e foi erradicado, antes que a febre se tornasse vermelha, sendo considerado extinto pela OMS. No fim dos anos 1960 ele voltou, vindo de ilhas caribenhas. Nova batalha e em 1973, foi considerado extinto novamente pela OMS. Teimoso, voltou e até hoje não conseguimos nos livrar dessa praga. Esse ano faz 30 anos de epidemias sucessivas de dengue.

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Há duas razões principais para eles conquistarem o Brasil. Primeiro: Negligencia do governo e da população: por muito tempo não se combateu o mosquitinho e eles foram tomando conta; segundo: se modificaram e hoje sua resistência é cada vez maior para combatê-lo; não é permitido usar defensivos tóxicos e os menos tóxicos talvez não sejam tão eficazes. Ele se tornou flexível e adaptado, vive em temperaturas amenas e não só no calor e pode se reproduzir em águas que não sejam limpas. A urbanização do país também contribuiu para sua reprodução e transmissão de doenças. Tornou-se campeão maligno, transmite dengue, chikungunya, zika, febre amarela, febre do Nilo (inexistente no Brasil, ainda). Acho que vamos ter de conviver com ele travando eternas batalhas.

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Seu Clevermeido, o velho mais chato do bairro, entra na padaria, se aproxima do balcão e pede um quilo de alcatra. Seu Manoel responde:
“Aqui é uma padaria, carne é vendida no açougue”.
Seu Clevermeido vira as contas e vai embora. No dia seguinte ele volta:
“Por favor, dois quilos de contrafilé”.
“Meu senhor, já lhe disse ontem, aqui é padaria, vendemos pães, carne é no açougue.”
O chato sai sem dizer nada. Na manhã seguinte lá está Seu Clevermeido novamente:
“Eu quero um quilo de coxão mole sem gordura”.
Seu Manoel explode:
“Já falei que aqui é padaria, se voltar amanhã para pedir carne eu pego uma corda e te enforco.”
Pois não é que ele volta no outro dia! Ele entra na padaria olha para o Seu Manoel e pergunta baixinho:
“O senhor tem corda?”
“Não! Não vendo corda”.
“Então me dá três quilos de picanha com gordura”.

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“O Regresso” é um dos favoritos do Oscar, com 12 indicações. E pode dar finalmente o merecido Oscar de melhor ator a Leonardo Di Caprio, que já foi indicado três vezes e injustamente nunca levou. O diretor do filme, Alejandro G. Iñárritu é fera. Ganhou o ano passado como melhor diretor e filme com Birdman e novamente indicado pode faturar o bi. “O Regresso” foi filmado em regiões inóspitas do Canadá e da Patagônia, com luz natural, com sequencias de tirar o fôlego. Di Caprio é Hugh Glass, personagem verídico, que em 1823 é contratado para guiar um grupo de mercadores de pele por regiões gélidas dominadas por índios que atacam o grupo. Di Caprio prossegue por outro caminho quando é atacado por um urso. Ele sobrevive com o corpo retalhado e é abandonado pelos companheiros. A partir daí segue-se uma história de traição, vingança e principalmente por uma desesperada luta pela vida com nunca antes o cinema mostrou. Vale sair do sofá, de frente para a TV, e ir ao cinema.

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A banana é a fruta mais popular do mundo, pelo sabor e por suas propriedades nutritivas. Entretanto, foi dado um alarme: ela corre o risco de extinção, segundo os Bananiólogos. Em 1950, um fungo, chamado Doença do Panamá, dizimou plantações de bananas, mas a Cavendish, nossa popular banana nanica – tem esse nome porque foi desenvolvida na Inglaterra à 180 anos – era imune ao fungo. O tempo passou, os produtores aperfeiçoaram a fruta, o tal fungo evoluiu e a nanica ficou vulnerável a esse fungo moderno, e ele partiu para o ataque. Na China, Indonésia, Filipinas e Malásia, já detectaram a Doença do Panamá. Os Bananíacos consideram que o fungo deve chegar à África e a América do Sul. Bananíologos e Bananiqueiros tentam conter o fungo, mas ele pode voltar a atacar. Também estão fungando para descobrir uma banana que geneticamente seja imune ao fungo. A banana movimentou 14 bilhões de dólares em 2014 com exportações. O Equador é o principal produtor, o Brasil é o sexto, mas a produção é quase toda consumida aqui. A eventual extinção nanicana traria um impacto severo para a economia e a dieta de vários países. De minha parte não faria diferença, só gosto de banana de um jeito… bem longe de mim.

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Devo em boa parte meu gosto por livros a Agatha Christie. Adorava ler as peripécias do detetive belga, Hercule Poirot e da simpática e fuxiqueira velhinha, Miss Marple, para desvendar intrincados casos de assassinatos, sempre com finais surpreendentes. A “Dama do Crime” fez 125 anos de nascimento em 2015 e em janeiro 40 anos de sua partida. Romancista, contista, dramaturga e poetiza é a mais bem sucedida escritora da literatura mundial. Já vendeu 4 bilhões de livros traduzidos em mais de 100 idiomas. Fica atrás apenas de Sheakespeare e da Bíblia, mas ambos começaram a vender livros muito antes dela. Escreveu 72 romances e inúmeros contos reunidos em 14 volumes. O Caso dos Dez Negrinhos, seu livro mais conhecido, vendeu mais de 100 milhões de exemplares, está na lista dos mais vendidos de todos os tempos. Um fenômeno! Agatha Christie está mais viva do que nunca. Alguns de seus melhores e mais vendidos livros que foram filmados: Assassinato no Oriente Express, Morte no Nilo, O Caso dos Dez Negrinhos. Cai o Pano, Assassinato de Roger Ackroyd e O Caso dos Cinco Porquinhos também merecem ser lidos. Os filmes estão disponíveis em DVD e na Net. Para quem não vai pular carnaval é um bom programa, filme e livro.

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Turista argentino foi passar as férias em Camboriú, local preferido dos Hermanos, que vão de carro até lá. Na volta, parou num posto no R.S. do Sul, perto da fronteira, para abastecer o carro, fazer um pipi e se abastecer também. E não é que ele vai embora e esquece a mulher no posto! Quando estava a mais de 50 quilômetros a mulher liga desesperada, pede para ele voltar e descarrega um caminhão de xingamentos. Ao parar no posto a mulher dormia no banco de trás. Acontece que a mulher acordou, foi ao banheiro e o marido não viu. Quando foi embora não reparou que a mulher não estava mais lá, pensou que ela continuava dormindo. O que você acha dessa história? Será que ele queria se livrar da mulher? Sei não, hem!

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Bom carnaval para quem vai para a folia. Bom sossego para quem vai à praia ou viajar, que deve ser a maioria. Bom carnaval para quem vai ficar em frente à TV vendo os desfiles. Bom carnaval para quem não vai fazer nada e depois vai descansar.

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