Café Minuto – CADÊ O CAPITÃO?

CADÊ O CAPITÃO? – A tripulação? Pois é, esse navio navegará sozinho. É o início da navegação autônoma, uma nova era. O navio foi batizado de Mayflower, o mesmo nome da embarcação que partiu da Inglaterra em 16 de setembro de 1.620 com 102 peregrinos para dar início a colonização dos EUA. 400 anos depois, o Mayflower partirá no mesmo dia, do mesmo porto, Plymouth. Será a primeira navegação autônoma. O Mayflower, a vela, navegou 5.600 kms, média 6 km/hora, em 2 meses. O novo Mayflower, navegará três vezes mais rápido, em três semanas. Possui painel de energia solar e gerador de reserva a diesel. É controlado por inteligência artificial, desenvolvida pela IBM, conectada a seis câmeras e trinta sensores, dispensando tripulação. Será conduzido por um software que analisa informações vindas de radares, satélites e outros equipamentos ajustando seu percurso e velocidade. Evita a colisão com outros navios. O objetivo é comprovar a viabilidade de navios sem humanos.  Chegará um tempo que não haverá humanos, serão seres autônomos com inteligência artificial.

PRIMEIRO DIA – Professor de Introdução ao Direito entrou na sala e foi logo perguntando o nome do aluno que estava sentado na primeira fila. – Qual é seu nome? – Nelson, professor. – Saia de minha aula e não volte nunca mais! Gritou. Nelson ficou desconcertado, pegou rápido suas coisas e caiu fora. Os alunos ficaram indignados, mas ninguém falou nada. – Bem, vamos começar a aula. Para que servem as leis? Perguntou. Os alunos assustados, aos poucos responderam. – Para que haja ordem na sociedade. – Não, respondeu o professor. – Para que as pessoas erradas paguem por seus atos. Não! – Será que ninguém saber responder essa pergunta? – Para que haja justiça, falou uma garota. – Até que enfim! É isso, para que haja justiça. – E agora para que serve a justiça? Apesar da atitude grosseira dele, responderam – Para salvaguardar os direitos humanos. – O que mais?  – Para diferenciar o certo do errado e premiar a quem faz bem. – Ok! Não está mal, porém respondam a esta pergunta: agi corretamente ao expulsar o Nelson da sala? – Todos ficaram calados, ninguém respondeu. – Quero uma resposta decidida e unânime. – Não! Responderam a uma só voz. – Poderia dizer que cometi uma injustiça? – Sim! – E porque ninguém fez nada? Para que leis e regras se não dispomos de vontade necessária para praticá-la? Cada um de vocês tem a obrigação de reclamar quando presenciar uma injustiça. Não fiquem calados nunca mais. – Vou buscar o Nelson. Ele é o professor, eu sou aluno de outro período.

NA FESTA – Numa festa dois caras conversam. Um deles é médico e pergunta ao outro. – Acho que já te conheço. Eu já não tirei suas amigdalas? – Não doutor. – Então foi o apêndice? – Também não. Eu nunca fui operado. – Espera aí! Você não foi casado com a Fenólia? – Sim. Há anos ela me deixou. – Ah! Eu sabia que já tinha te tirado alguma coisa. ### – Infelizmente o senhor tem só mais 6 meses de vida, diz o Dr. Tiburcino. – Doutor, só 6 meses? O que faço da vida agora? – Te aconselho a casar com uma gorda feia e chata e morar na Bolívia. – Não entendo. Porque isso? – Vai ser os 6 meses mais longos de sua vida.

ESPLENDOR – Que tal se sentir um rei?? Precisa um bolso muuuito cheio. Hospede-se no Le Grand Controle, hotel nas dependências do Palácio de Versalhes, inaugurado em junho. 10 mil reais a diária, com todas as mordomias vividas no apogeu da realeza francesa, no tempo de Luís XIV, Luís XV e Luís XVI, nos séculos XVII e XVIII.  O hotel tem somente 14 suítes e foi todo restaurado mantendo as características originais. A decoração é no estilo do século XVIII. A iluminação, móveis, tecidos, lustres e banheira com pés seguem o mesmo padrão, de acordo com o que foi encontrado nos arquivos de Versalhes. Nas paredes pinturas do período. Pisos e tapeçarias têm motivos retirados dos livros de história. A programação é uma festa. Ao chegar, o hóspede tem um mordomo exclusivo. Nos passeios, visita aos corredores e jardins que só reis, rainhas e a corte, tinham acesso. Percorrem-se os Grandes Aposentos, o monumental Salão dos Espelhos, a Ópera Real e a Capela Real. Há visitas ao Palácio Pequeno Trianon, dado de presente por Luís XVI a sua rainha, Maria Antonieta. A cada dia, um novo aposento e um novo jardim são revelados aos hóspedes. O chef francês, Alain Ducasse, com o maior número de estrelas no Guia Michelin, comanda a culinária, que segue o ritual de Luís XIV, várias refeições com breves pausas. No chá da tarde, os brioches, iguais aos que Maria Antonieta adorava, e o chocolate quente de Ducasse. O jantar é ponto alto, com cinco rodadas de pratos, servidos por garçons em trajes da época. Tem um spa com piscina oberta e aquecida e tratamentos de beleza dignos da realeza. É uma experiência sem paralelo no mundo contemporâneo. O retorno da opulência em grande estilo. Quero ser rei. Comecei a juntar dinheiro. 88 reais em 8 dias.   

ADEUS CARTÓRIO – Quem vai vender seu carro pode festejar. A autorização de transferência do carro poderá ser assinada pelo aplicativo Carteira Digital de Trânsito, no gov.br, a plataforma de relacionamento do Governo Federal com o cidadão. Não será mais necessário o reconhecimento de firma no cartório no documento da autorização. A solução simplifica e agiliza o processo para o cidadão e economiza uns trocos pagos ao cartório. Lançada no dia 31 de agosto é resultado da parceria entre o Depto. Nacional de Trânsito, Ministério da Infraestrutura, Ministério da Economia, Serviço Federal de Processamento de Dados e Instituo Nacional de Tecnologia da Informação. Caraca! Precisa de tanta gente? Talvez por isso demorou tanto tempo. Ou talvez foi pressão dos cartórios para manter a boquinha.    

OS HOMENS – Porque será que os homens raramente ficam deprimidos e são mais felizes. Vai saber agora o porquê. Futebol – o melhor remédio. Rugas – são traços de caráter. Barriga – é prosperidade. Cabelos brancos – charme. Sapatos – não lhes machucam os pés. Celular – as conversas duram apenas 30 segundos, e olhe lá! Férias – para 10 dias precisam apenas de uma mochila. Roupa – se outro aparecer na festa com roupa igual, não há problema nenhum. Festa – se esquecem de convidá-lo ainda assim vai continuar amigo. Os bicões sempre são bem vindos. Roupa íntima – cueca custa 20, 30 reais… e vem em pacote com 3. Calçados – três pares são suficientes: 1 havaiana, um tênis, 1 sapato, bastam. Camisa – são incapazes de perceber que estão amassadas. Cabelo – seu corte pode ser o mesmo durante anos, aliás, até décadas. Shopping – não fazem falta. Amigo – Se um deles chama-lo de gordo, careca, magrão… em nada abala a amizade deles, ao contrário, é prova de grande amizade. Churrasco – precisam de carne, sal grosso, uma faca, uma tábua, uma bermuda para limpar os dedos e muita cerveja.

PORTAS – É o primeiro disco com canções inéditas, em 10 anos, de Marisa Monte. Seus discos sempre tem um “monte” de músicas boas, com sambas e baladas suaves. Marisa não faz nada com pressa. Suas músicas são sempre atuais, sem ranço de coisas antigas, que agradam seus fãs. A canção que dá título ao disco “Portas” foi composta há 5 anos com Arnaldo Antunes. Para divulgar seu novo disco ela fez algo inédito. Deletou todas as fotos de seu Instagram e recomeçou seu perfil como uma novata no Insta. Acrescentou metais nas orquestrações e depois foi atrás do visual pra destacar palavras e se conectar. Aos “parças” de sempre, Carlinhos Brawn e Arnaldo Antunes, convidou Marcelo Camelo para entrar no time. Toca com ela uma Bossa Nova. Também promoveu encontro de novas gerações. Seu maior parceiro nesse disco é Chico Brown, 24 anos, filho de Carlinhos e neto de Chico Buarque. Sempre reservada, nunca se expôs na mídia e nunca expôs também seus dois filhos: Mano Wladimir, 18 anos e Helena, 12 anos. Comportamento que contribui para sua imagem de enigmática. Marisa Monte é uma artista única, faz o que quer, quando quer, trabalha sem pressa com “parças” de longa data, sem depender de gravadora.          

VIOLENCIA FEMININA – Por longos 23 anos Valérie Bacot, francesa, foi vítima de espancamentos, estupros, explorada sexualmente, humilhada, vilipendiada, sua auto estima no lixo… Se faltou alguma coisa ela sofreu também. A tortura começou aos 12 anos quando foi estuprada pela primeira vez pelo amante de sua mãe, um caminhoneiro bruto de 30 anos, que nunca nada fez para proteger a filha ao longo desses anos. Ela engravidou 4 vezes, a obrigou a se prostituir com seus amigos que pagavam bem, enquanto ele assistia tudo. Ele a espancava regularmente com violência, muitas vezes abrindo sua testa e quebrando seu nariz. Gostava de puxar o gatilho de sua arma na cabeça de Valérie, dizendo que na próxima vez estaria carregada. Com 4 filhos, filhos também do crápula, dizia que elas estariam bem se ela se comportasse. Daniel Poletto, o nome do canalha, começou então a olhar e fazer gestos maliciosos para sua própria filha de 12 anos. Valérie prevendo qual seria o futuro dela, decidiu que isso não iria acontecer. Numa noite, quando voltavam para casa, ela disparou uma pistola dentro de uma Van, na nuca do monstro lazarento. Depois, ela e dois de seus filhos adolescentes e um amigo o enterraram numa cova rasa. Meses depois a polícia recebeu uma denúncia. Ela confessou o crime. Disse estar arrependida (talvez de não mata-lo antes), mas que preferia passar o resto da vida na cadeia a levar a vida que tinha. Presa, Valérie, ficou em liberdade condicional até seu julgamento. Mais de 700 mil franceses subscreveram um abaixo-assinado exigindo o perdão a ela. A Justiça acatou e a libertou de forma definitiva, em 2016. Valérie escreveu um livro com sua história “Todo Mundo Sabia”, ainda sem versão e português, para expurgar sua dor e alertar sobre as atrocidades que ocorrem com as mulheres pelo mundo afora. O fdp teve o que merecia, em parte. O ideal seria se fosse torturado até a morte. 

VIVA O CAFÉ – O café foi redimido de vez depois de muitas controvérsias, ora faz mal, ora faz bem. Uma série de estudos em todo mundo comprovou, faz bem mesmo! 4 a 5 xícaras por dia estaria associada a taxas de mortalidade reduzida. O maior estudo veio das universidades de Southampton e Edimburgo, no Reino Unido. Acompanharam o consumo regular de café de 500 mil pessoas durante 11 anos. Claro, depois de tanto café, de tanto tempo, chegaram a várias conclusões. Uma delas o café é preto… E reduz o risco de doenças hepáticas. Seus efeitos englobam uma combinação de cafeína e polifenóis, que favorecem o processo de proteção. O estudo chegou a Havard. A Escola de Saúde da Universidade recomenda seu consumo, mas moderado, como um estilo de vida. Convém lembrar que o consumo excessivo pode prejudicar o sono, causar arritmia e gastrite. E o consumo com grandes quantidades de açúcar não é recomendado. Os benefícios do café, entre 3 a 5 xícaras diárias. Reduz em 65% o risco de demência; 30% o risco de Parkinson; 25% de diabetes (eu fiquei entre os 75%); 21% de doença hepática; 20% o risco de depressão; 20% o risco de AVC; 18% o risco de câncer; 11% de insuficiência cardíaca. Vamos tomar um Café? Eu pago!      

CONFISSÕES DE UMA IDOSA – “Estamos envelhecendo”. Só ouço isto no banco, no mercado, na drogaria… E as amigas repetem como quem diz “estamos apodrecendo”. Não acho que envelhecer é horror. Mas a pressão é grande. Outro dia fiz uma analogia. O Gorgonzola é um queijo que muitos gostam. Na salada, no pão, com vinho tinto, branco… É um queijo delicioso, de sabor e aroma peculiares, uma criação italiana. Tem status de iguaria, sofisticado, incomparável. É caro, podre e chique. Um queijo contaminado por fungos, que fica bom depois que mofa. Tem que estar no ponto certo da deterioração. O que me diz que não é pelo fato de eu estar envelhecendo, apodrecendo, mofando que devo ser desvalorizada. Vou envelhecer até o ponto certo, como o Gorgonzola. Se Deus quiser morrerei no ponto G da deterioração da matéria. Estou me tornando uma iguaria. Com vinho tinto sou deliciosa. Aos 50 anos fui uma mulher para paladares variados, aos 70 para paladares sofisticados. Não sou mais um queijo Minas Frescal, não sou mais uma Ricota, não sou um queijo Prato para um lanche. Não é para qualquer um que eu dou bola, agora tenho status, sou um queijo Gorgonzola. Essa velhinha é marqueteira, soube vender o gorgonzola.

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