Atividades práticas fortalecem currículo dos estudantes de Agronomia/Unifipa

Durante todo o mês de maio, os alunos do curso de Engenharia Agronômica da Unifipa realizaram vivências do mundo agro além das salas de aula, como projetos de extensão, aulas expositivas, palestras de entidades da classe e contatos com novas tecnologias, tudo isso para o aprimoramento do conteúdo curricular do futuro profissional.

O coordenador do curso, Prof. Dr. João Paulo Ferreira, diz que atividades interdisciplinares são importantes para colocar os estudantes em contato direto com a profissão. “Os alunos passarão por situações na sua carreira profissional em que é necessário o conhecimento prático, como a identificação de um patógeno em uma cultura da região, identificação de pragas, regulagem de maquinários e implementos agrícolas, entre outros”, diz João Paulo.

Com a supervisão da Profa. Dra. Maria Izabela Ferreira, da disciplina de Morfologia Vegetal, os estudantes do 1º ano, em laboratório, desenvolveram conteúdo prático da disciplina, destacando nas lupas e microscópios as estruturas das plantas e flores, como os ovários e outros aspectos celulares e anatômicos. “Também realizamos práticas de extensão em horticultura e meios sustentáveis de produção para as atividades comunitárias e ações sociais que ocorrem na cidade”, explicou a professora, que também levou os alunos do 4º ano para aula prática de maturação e aspectos de colheita da cana-de-açúcar, tão forte em nossa região. “Os alunos puderam conhecer o processo de colheita e tiveram a oportunidade de analisar as características industriais da cultura na época de maturação e análises de açúcares”, complementou.

Quando há cultivo com curva de nível é possível proteger a terra de erosão. Foi o que os alunos acompanharam in loco este processo da agricultura, que visa manter as características originais do solo. Utilizando a horta experimental e sustentável do Recanto Monsenhor Albino, os acadêmicos fizeram a aplicação prática na ‘planaltimetria’ do local, com uso correto das ferramentas que o profissional deverá utilizar para demarcar e alocar curva de nível em área de lavoura. “As curvas de nível previnem as perdas de solo e evitam que as partes férteis do terreno sejam removidas para outras áreas. Nessa prática, os alunos conseguem ter uma abrangência sobre plantio, colheita e outras atividades inerentes à produção agropecuária”, disse o Prof. Dr. Diego Scacalossi Voltan, orientador da disciplina.

Encerrando as atividades, o diretor responsável pelo CREA Catanduva – Conselho Regional de Engenharia e Agronomia, o engenheiro agrônomo Edelmo Terenzi, esteve no campus sede da Unifipa para a palestra “Ações e normas diretivas no âmbito regional e nacional da profissão de engenheiro agrônomo”, envolvendo os alunos dos dois últimos anos do curso. O diretor explanou as leis e as condutas do profissional, as orientações de normas técnicas, como as funcionalidades do ART, no sentido de se precaver para não incorrer em infrações devidas à intercorrência ou má fé do profissional. Ao final, os alunos tiraram dúvidas sobre a categoria.

Em 2022, o curso de Engenharia Agronômica da Unifipa recebeu nota máxima na avaliação do MEC e se configura entre um dos melhores da região.

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