ARCOS abre a 1ª Jornada do Terceiro Setor no Campus São Francisco da Unifipa

Neste dia 4 de abril foi iniciada a 1ª Jornada do Terceiro Setor da ARCOS/Associação e Rede de Cooperação Social com participação de autoridades e palestras sobre o Terceiro Setor e a Violência contra Mulher, no auditório do Campus São Francisco do Centro Universitário Padre Albino/Unifipa para alunos do curso de Direito, egressos e comunidade. As palestras puderam ser acompanhadas presencialmente e também pelo canal da Unifipa no Youtube.

Na solenidade de abertura, o presidente da Arcos, Dr. Wagner Ramos de Quadros, falou sobre a proposta da jornada. “Precisamos saber onde nós estamos, com quem nós estamos, como as pessoas estão, quais os sofrimentos invisíveis ou que as vezes são invisíveis para a gente. Precisamos começar a enxergar as coisas como elas são e ao enxergar as coisas e identificar que existe dor e sofrimento, a gente pode passar pela oportunidade de sentir algo e fazer alguma coisa a respeito”.

Em seguida, o reitor do Centro Universitário Padre Albino/Unifipa, Dr. Nelson Jimenes, fez importante menção a Padre Albino. “Não sei se Padre Albino foi pioneiro do terceiro setor aqui nesta terra, mas certamente foi um dos primeiros”. Ressaltou que mesmo depois de mais de trinta anos de sua morte seu nome é falado todos os dias.

Ainda discursaram o presidente da OAB de Catanduva, Dr. Nézio Leite, o empresário Carlos Gambaro, da Tietê Agroindustrial, o presidente da Câmara de Vereadores, Gleison Begalli, e a representante do prefeito Padre Osvaldo, que não pode comparecer, Marcela Bruna Alvares.

Ligia Silva, diretora da Arcos, disse que “os trabalhos em rede da associação têm necessidade do envolvimento de pessoas públicas, privadas, organizações sociais e também pessoas da sociedade comum para que elas juntas possam ter um olhar de forma igualitária e democrática para criação de projetos que impactem a vida da comunidade”.

Na segunda parte do evento foram ministradas palestras de organizações parceiras da Arcos, começando pela presidente do Conselho da Mulher de Catanduva, Luísa Helena Marques de Fázio, representante da OAB. Luísa explicou como funciona o Conselho, apresentou seus conselheiros e também os eventos e campanhas que fizeram e participaram ao longo de um ano de existência.

Logo após discursou Maria Terezinha Ratton Sanchez, pelo Clube Soroptimista Internacional, mencionando a importância de todas as mulheres e meninas terem acesso aos estudos e se profissionalizarem. Pediu aos empresários mais oportunidades de empregos e falou aos jovens presentes. “Que alegria ver essa nova geração participando; nós precisamos que vocês venham com ideias novas”.

Com o tema “Violência contra Mulher”, Dra. Sissyane Rodrigues, advogada, discursou sobre os preconceitos contra as mulheres na sociedade brasileira, que muitas vezes acontece por cultura patriarcal e machista. Citou os exorbitantes números crescentes de feminicídios no país e reforçou que todas mulheres têm seus direitos e devem ser protegidos.

Representante da Flor de Lis, Dra. Patrícia da Conceição Santos, juíza na cidade de Tabapuã, discursou sobre casos de feminicídios que aconteceram em sua Comarca. Disse que depois que chegou a Tabapuã instaurou duas frentes de trabalho, a prevenção e a repressão, pois só é possível avançar na proteção das mulheres através de uma rede de apoio entre o Poder Público, policias militar e civil, assistência e educação.

Na sequência, a presidente da Associação Monserrat, Natália Carnelossi, psicóloga, falou sobre a importância de prestar serviço de atendimento jurídico, psicológico, social, acompanhamento, orientação e encaminhamento de mulheres vítimas de violência doméstica e abuso sexual. A associação atua também na capacitação profissional e geração de renda para essas mulheres.

Finalizando, a palavra foi da Dra. Bruna Buck Muniz, promotora de justiça da comarca de Tabapuã e presidente do Instituto Visão Futuro. Ela falou sobre a importância das medidas protetivas para mulheres que sofrem violência doméstica, forçando os órgãos de assistência social a acompanhar essas vítimas durante um ano. Disse também que muitas vezes também é necessário recorrer ao terceiro setor para apoio de atendimento dessas famílias. Dra. Bruna relembrou as conquistas das mulheres, com direitos conquistados há muito pouco tempo, mas que têm que ser preservados e ampliados. O Instituto Visão Futuro é centro de desenvolvimento integral do ser humano que desenvolve programa para o equilíbrio do corpo e da mente.

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