Alexandre Horta e Silva na ARTEXPO New York

A arte fotografia do médico e psicanalista Alexandre Horta e Silva ganha destaque em Nova Iorque na apresentação de alguns trabalhos na ARTE EXPO NY que acontece de 4 a 7 de abril no Píer 90, sob uma curadoria de Marcelo Neves Art Gallery.

Nascido em 1958 no antigo e tradicional bairro do Cambuci em São Paulo, o médico e psicanalista Alexandre Horta e Silva sempre foi um observador das coisas do mundo e da vida dos homens. Em sua infância encontrou em um tio-avô um mentor que o ensinou a fotografar, desenhar e pintar, além de incentivá-lo ao estudo da literatura, filosofia e arte. Mais tarde Alexandre estou violão clássico e popular.

Sua primeira câmera fotográfica, uma Olympus Trip 35, adquirida na adolescência em uma loja da Rua Direita, no centro de São Paulo, serviu para o conhecimento dos fundamentos técnicos da fotografia, e permitiu os primeiros exercícios com a linguagem fotográfica. Seu encontro com a fotografia abriu um vasto horizonte para onde dirigir seu olhar.

A intensidade poética de suas fotografias, bem como a qualidade de finalização obtida com a impressão fine art, surpreendeu amigos, familiares e profissionais do meio artístico, que o estimularam a levar o hobby de forma mais séria e a compartilhar sua obra com o mundo.

Caminhos.3

Alexandre Horta e Silva tem uma relação muito singular com a arte fotográfica, que torna seu trabalho extremamente interessante. Suas imagens possuem uma personalidade forte e podem ser “interpretadas” tanto individualmente, como em seu conjunto, dialogando entre si, sempre com um mesmo fio condutor: o prazer da descoberta.

Espectro.1

Tal postura do artista magnetiza o observador que, assim, compartilha com ele a maravilha do momento. Alexandre jamais perde contato com o encanto do instante que não se repetirá nunca mais, essência do ato de fotografar.

Esse olhar desprovido de modelos ou esquemas pré-definidos é o responsável por grande parte do fascínio de suas fotografias e, pode ser visto, por exemplo, na imagem Espectro.1. Ao fotografar um cartaz publicitário em uma vinícola na região do Champagne, onde uma garrafa se sobrepõe a uma modelo, foi surpreendido pelo reflexo de uma moça que passava, por acaso, posicionando-se exatamente entre ele e o anúncio, originando assim, uma composição sui generis interessante e rica de significados.

Espectro.2

 

Espectro.3

Uma fotografia não é simplesmente o que vemos, mero registro de uma cena mais ou menos interessante, mas sim a representação exata do ponto de vista do artista. “Não fazemos uma foto apenas com uma câmera. Ao ato de fotografar trazemos todos os livros que lemos, os filmes que vimos, a música que ouvimos, as pessoas que amamos”, explica o grande fotógrafo norte-americano Ansel Adams. E assim, as fotos de Alexandre são o espelho de uma cultura heterogênea e rica, cheia de referências multiculturais, como bom paulistano, homem do mundo e amante das artes.