A origem da gravata

A gravata é uma importante peça indumentária do presidente da República, ministros, governadores, desembargadores,  juízes, promotores, advogados, gerentes de bancos, motoristas e  cobradores de ônibus etc, o que, todavia, não impede que o seu uso ainda continue sendo considerado restrito.

Existem registros que a primeira utilização de adornos de forma semelhante às gravatas, foram identificados entre os egípcios. Arqueólogos detectaram em torno do pescoço de múmias egípcias uma espécie de amuleto conhecido como “Nó de Ísis”, em egípcio “tit”, que representa o sangue da deusa. Outra possível origem da gravata remonta há milhares de anos, quando os guerreiros do imperador chinês Shih Huang Ti usavam um cachecol com um nó em volta do pescoço como símbolo de status e de elite entre as tropas, de forma semelhante à gravata hoje conhecida.

Em  época recente, acreditava-se que os romanos tinham sido os pioneiros no uso da gravata, como ilustra a famosa coluna de Trajano, em que pode ser visualizada ao nível do pescoço uma peça semelhante, conhecida como focale. É provável também que este acessório tenha sido utilizado pelos oradores romanos com o objetivo de aquecer suas gargantas. Mas, com o fim do Império Romano, esse hábito acabou caindo no esquecimento e só ressurgiu séculos mais tarde, para ganhar definitivamente as ruas. História e registros à parte, o fato mais aceito é que ela surgiu na França no final do século XVII. Tradicionais lançadores de moda, os franceses adaptaram uma peça do vestuário de um regimento croata, de passagem por Paris em 1668, para o uso diário nas ruas.

Os croatas usavam um cachecol de linho e musseline que mantinha o pescoço fresco no verão e quente nos dias mais amenos de inverno (quando o frio se intensificava, era trocado por um modelo de lã). O próprio rei Luis XIV ordenou que seu alfaiate particular criasse uma peça semelhante ao dos croatas e que a incorporasse aos trajes reais. Na França, o adereço passou a ser fabricado em linha ou renda. Era usado com um nó no centro, como a gravata moderna, e tinha duas longas pontas soltas.

A indumentária, usada tanto por homens quanto por mulheres, recebeu o nome de cravate, que significa “croata” em francês. Existem dezenas de nós, mas os mais conhecidos são sem dúvida o nó de Windsor, o meio-Windsor, o nó americano (“Four-in-Hand”) e o nó de Shelby, também conhecido com nó de Pratt.

Poucos são os homens que sabem dar nó em gravata e, nesse time incluem-se principalmente os noivos, até porque muitos deles estarão fazendo uso desse acessório pela vez primeira. O clima tropical do nosso país pode até não contribuir para o uso mais frequente da gravata, mas, não há duvida que,   essa peça lançada pelos franceses,  faz a diferença e é capaz de tornar o homem mais elegante.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Gravata e https://super.abril. com. br/ mundo-estranho/qual-e-a-origem-da-gravata.                             www.buchadvocacia.com.br

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