Claridão – Manuel Lahoz

Um dia desta semana saí do INSS perto das 13h30 e seguia pela rua Maranhão conduzindo meu carro em direção á minha clínica onde a primeira consulta estava agendada para as 13:45 horas.

Por incrível que pareça, após passar o semáforo da rua Cuiabá não havia nenhum carro e nem moto (inacreditável) na minha frente, então de repente o sol forte que incidia sobre a rua pareceu como se uma luz de um holofote gigantesco iluminando a rua e eu vivi uma experiência única, difícil de descrever, mas muitíssimo real, intensa e trans-existencial; me fiz (será que fui eu?) uma sequência de perguntas:

– que mundo é esse?
– o que você está fazendo aqui?
– onde você está?
– pra que? O que? Por que?

-O fato é que naquela “claridão” em meio ao turbilhão de pensamentos sem respostas e sensações desconexas, me senti dissociado de mim, do meu eu, deste mundo, mas cheguei a clínica, estacionei, entrei e comentei com uma amiga que lá estava esperando pelo seu marido, um pouco do que havia “me” acontecido.

Até agora o que consigo recordar é só a “claridão”, como se meu carro não estivesse em uma rua, mas em um nada rodeado de muito claro, sem imagens.

Ainda não tive nenhum insight, nenhuma mensagem, nenhum aprendizado com a experiência, e a estou relatando hoje porque desde aquele momento até agora, dentro de minha mente, coração, vida, uma única palavra fica ecoando…MÃE.

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